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Preso preventivamente em 1º de abril deste ano por violência doméstica, o prefeito afastado de Guanhães (MG), Evandro Lott Moreira (Republicanos), também é alvo de acusação de improbidade administrativa. Ele está fora do cargo desde o último dia 7, por determinação da Justiça.
Ao Estado de Minas, o 1º Promotor de Justiça da Comarca de Guanhães, Álvaro Calazans de Souza Neto, informou, por meio da promotoria, que o afastamento não ocorreu por causa das agressões atribuídas a ele, mas em razão da apuração de suspeitas de irregularidades na gestão pública.
Prefeito de Guanhães Evandro Lott Moreira foi preso preventivamente por violência doméstica
Foto: crédito: Reprodução/Câmara Municipal de Guanhães
Em nota, Calazans afirmou que o afastamento cautelar foi determinado após pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Segundo a solicitação, há elementos que indicariam possível uso de maquinário contratado pela Prefeitura de Guanhães em benefício privado, com pagamento feito pelos cofres municipais como se os serviços tivessem sido prestados ao município.
De acordo com a apuração do MPMG, escavadeiras e caminhões teriam operado em uma propriedade rural de Evandro Lott na mesma data em que eram pagos como execução de obras públicas.
O Ministério Público informou ainda que a investigação reuniu documentos, registros internos da empresa contratada, fotografias, vídeos e depoimentos que apontaram incongruências entre o uso efetivo dos equipamentos e os pagamentos feitos pela Prefeitura. O órgão sustenta que os indícios apontam, em tese, desvio de finalidade na execução do contrato administrativo, com possível enriquecimento ilícito e prejuízo ao erário.
Segundo o promotor, o afastamento cautelar foi adotado para preservar as investigações e evitar interferência na produção de provas, diante da posição ocupada por Evandro Lott no comando do Executivo municipal e do risco de manipulação de documentos e influência sobre testemunhas.
Em nota, o Ministério Público afirmou que a medida é temporária e tem como objetivo assegurar a apuração regular dos fatos, sob acompanhamento do próprio órgão e do Poder Judiciário.
A defesa de Evandro registrada no processo público de improbidade administrativa foi procurada pela reportagem e informou que não acompanha mais o caso, que está sem defesa constituída. O espaço segue aberto para manifestações.
Evandro Lott foi afastado por 90 dias da chefia do Executivo municipal por decisão da 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais. O juiz determinou que ele não pode acessar as dependências da Prefeitura Municipal, suas secretarias ou setores administrativos.
O prefeito afastado também está impedido de manter contato com servidores públicos municipais, acessar sistemas de controle de despesas ou movimentar contas públicas do município. Mesmo assim, seguirá recebendo o salário de prefeito.
Com o afastamento, o vice-prefeito Dr. Paulo de Tarso (Republicanos) tomou posse na última terça-feira (7/4).