PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro ao STF por coação e tentativa de interferência
Nas alegações finais, Paulo Gonet cita constrangimento a ministros e articulação por sanções estrangeiras para pressionar o tribunal.
Ciro Gomes, atualmente no PSDB e ex-governador do Ceará, decidiu que não será candidato à Presidência da República nas eleições de outubro. A definição foi apresentada nesta segunda-feira (11), quando ele informou que vai concentrar seus esforços na disputa pelo governo cearense.
Ciro Gomes (PSDB), ex-governador do Ceará.
Foto: Divulgação | Assembleia Legislativa do Estado de Roraima.
A possibilidade de concorrer no estado vinha sendo trabalhada desde o ano passado, ainda no período em que Ciro estava filiado ao PDT. Depois de se filiar ao PSDB, o ex-ministro também se aproximou de lideranças do Partido Liberal, legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, e chegou a negociar com o grupo no Ceará. Segundo o relato, as tratativas acabaram travadas após interferência da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).*
Antes de fechar questão, Ciro foi procurado pelo presidente nacional do PSDB, o deputado Aécio Neves (MG), que desejava lançá-lo como nome do partido na corrida presidencial. Na ocasião, Ciro disse que ainda precisava
pensar e amadurecer o assunto.
Meses antes, em setembro de 2025, quando ainda integrava o PDT, ele chegou a afirmar, em conversa com a Itatiaia, que
não queria mais ser candidato.
Em declaração ao portal G1 durante participação no Fórum Otimista Brasil 2026, organizado pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), nesta segunda-feira, Ciro afirmou que desejava ser uma alternativa à polarização política, porém contou que acabou inclinando sua decisão para a disputa no Ceará.
Ao longo da trajetória, Ciro já disputou a Presidência em quatro eleições. Em 2022, registrou seu pior desempenho, terminando em quarto lugar, com cerca de 3% dos votos válidos.