PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro ao STF por coação e tentativa de interferência
Nas alegações finais, Paulo Gonet cita constrangimento a ministros e articulação por sanções estrangeiras para pressionar o tribunal.
Durante um evento no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (11), a primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, criticou vídeos publicados por apoiadores da direita que passaram a ingerir detergentes da marca Ypê após uma determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para retirada de produtos do mercado.
Janja e Lula
Foto: Wallison Breno/PR
Segundo Janja, as gravações surgiram como forma de contestar a decisão da Anvisa, que determinou o recolhimento de lotes de lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes com numeração final 1. Parte dos conteúdos foi feita por pessoas identificadas como apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
– Até quando a gente vai ver gente bebendo detergente contaminado? É muita ignorância! –
Janja
A declaração foi dada durante a cerimônia de sanção da lei que instituiu o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. Emocionada, a primeira-dama relatou que sua mãe morreu durante a pandemia e disse considerar necessária a punição dos responsáveis pelas mortes.
Ao falar sobre o período, Janja afirmou que sua mãe tinha Alzheimer e que ela já se preparava psicologicamente para perdê-la em razão da doença, mas que a morte ocorreu por Covid-19. Ela mencionou ainda as 700 mil mortes no país e atribuiu o cenário a fatores como desincentivo ao uso de máscara, negação de vacinas e outras condutas adotadas no período.
Na sequência, defendeu que ainda falta alcançar justiça e disse que ver pessoas que teriam contribuído para esse quadro circulando livremente pelo país — inclusive eleitas — lhe provoca revolta, acrescentando que isso deveria gerar maior indignação na sociedade brasileira.