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Greve em Coronel Fabriciano chega ao 3º dia com ato em frente à Prefeitura e impasse nas negociações

Sintmcelf diz ter protocolado pedido de retomada do diálogo e aponta divergências na educação; Prefeitura afirma estar no limite fiscal e sem previsão de nova contraproposta financeira.

11/06/2026 às 06:45 por Redação Plox

A greve dos servidores municipais de Coronel Fabriciano chegou ao terceiro dia nesta quarta-feira (10 de junho), com mobilização em frente à Prefeitura, no Centro. O movimento é liderado pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Coronel Fabriciano (Sintmcelf) e reúne trabalhadores de áreas como administração, assistência social, saúde e educação.


Greve em Coronel Fabriciano chega ao 3º dia com ato em frente à Prefeitura e impasse nas negociações

Greve em Coronel Fabriciano chega ao 3º dia com ato em frente à Prefeitura e impasse nas negociações

Foto: Imagem ilustrativa gerada por IA.

Sindicato pediu reabertura da negociação

Segundo o Diário do Aço, a presidente do sindicato, Sirlene Vaz, informou que a entidade protocolou um ofício na terça-feira (9) pedindo a continuidade das negociações ou o envio de uma nova contraproposta pela administração municipal. A expectativa do sindicato era apresentar eventual proposta aos servidores em assembleia, para decidir pela continuidade ou encerramento da greve.

Em resposta ao jornal, a Prefeitura confirmou o recebimento do ofício e informou que o documento foi encaminhado para análise das áreas competentes. A administração também afirmou que a resposta oficial foi enviada ao sindicato ainda nesta quarta-feira. 

Prefeitura diz que proposta chegou ao limite fiscal

A administração municipal afirmou que não há, neste momento, previsão de apresentação de nova contraproposta financeira. Segundo o Executivo, a proposta já formalizada representa o

limite máximo de concessão possível
dentro da realidade fiscal do município. 

A Prefeitura também declarou que não interrompeu os canais institucionais de diálogo com o Sintmcelf e que as secretarias acompanham os impactos da paralisação, com medidas de contingência para tentar reduzir transtornos à população. 

Educação é ponto de divergência

O sindicato afirma que a adesão de servidores da educação foi impactada por um decreto relacionado aos critérios para eventual pagamento de rateio do Fundeb no fim de 2026. De acordo com Sirlene Vaz, trabalhadores ficaram receosos de aderir à greve por causa de possíveis faltas injustificadas, suspensão de contrato e perda do direito ao rateio, caso haja sobra de recursos. 

A Prefeitura informou anteriormente que as unidades escolares permanecem abertas, com equipes administrativas e pedagógicas em funcionamento. O sindicato, por outro lado, sustenta que há prejuízo pedagógico em escolas municipais, com relatos de dispensa de estudantes, junção de turmas e redução de atividades.

Impasse começou após rejeição de proposta

No fim de abril, os servidores rejeitaram a contraproposta considerada definitiva pelo Executivo. Entre os pontos apresentados estavam reajuste escalonado do auxílio-alimentação, de R$ 300 para R$ 400 em 2026, R$ 500 em 2027 e R$ 600 em 2028, além de aumento real de 1,45% e reposição inflacionária. A proposta, porém, estava condicionada à extinção imediata das férias-prêmio, ponto que se tornou central no impasse.

A greve segue enquanto sindicato e administração mantêm posições divergentes sobre a possibilidade de nova proposta. A definição sobre os próximos passos deve depender da resposta formal enviada pela Prefeitura e de nova avaliação da categoria.

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