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O governador Romeu Zema (Novo) descartou, nesta segunda-feira (12/1), a possibilidade de compor como candidato a vice-presidente em uma chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ao rechaçar a articulação, o chefe do Executivo mineiro reafirmou a própria pré-candidatura ao Palácio do Planalto, construída desde agosto de 2025.
Zema comentou o tema durante agenda na qual anunciou investimentos de R$ 4,3 milhões para a Polícia Civil de Minas Gerais, na manhã desta segunda-feira. Ao ser questionado pela imprensa, reforçou que pretende manter o projeto presidencial.
Eu sou pré-candidato, como já aconteceu o lançamento no ano passado e continuo com a pré-candidatura e irei até o final Romeu Zema
Foto: Gil Leonardi / Imprensa MG
É a primeira vez que o governador se manifesta diretamente sobre a hipótese de dividir a chapa com Flávio Bolsonaro, ventilada em bastidores políticos nas últimas semanas.
De acordo com integrantes da pré-campanha de Zema, a costura para aproximá-lo de Flávio Bolsonaro estaria sendo liderada pelo senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira. A estratégia passa pela unificação de nomes da direita para tentar impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026.
Outros partidos e lideranças que se colocam em oposição ao governo petista também demonstram simpatia pela ideia de uma chapa conjunta. Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), já tratou publicamente da possibilidade em entrevista ao jornal O Globo, quando defendeu o nome de Zema como melhor opção para vice, destacando o peso eleitoral do Sudeste.
Pessoas próximas ao governador de Minas e à executiva do Novo, porém, afirmam que não houve até agora qualquer contato formal para discutir uma candidatura de Zema como vice de Flávio Bolsonaro.
Em dezembro, o vice-governador Mateus Simões (PSD), apontado por Zema como sucessor natural em Minas, avaliou com cautela a chance de composição. Ele citou quatro nomes hoje colocados como pré-candidatos da direita à Presidência: Romeu Zema, o governador Ratinho, o governador Ronaldo Caiado e o próprio Flávio Bolsonaro.
Para Simões, embora possa haver convergência mais adiante, o movimento mais provável neste momento é que Zema leve a pré-candidatura até o fim, ancorado no fato de governar o segundo maior colégio eleitoral do país e de ter índices de aprovação superiores a 65% em Minas Gerais.
Apesar das negativas iniciais do governador e de auxiliares, aliados próximos avaliam que o quadro político ainda pode mudar até o início do período de convenções partidárias e registros de candidaturas, entre julho e agosto.
Foto: Arquivo / PLOX
Nesse cenário, Zema tem evitado tratar Flávio Bolsonaro como adversário direto na disputa presidencial de 2026. Em dezembro, nas redes sociais, ele recuperou uma orientação atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a importância de múltiplas candidaturas de direita no primeiro turno para fortalecer o campo conservador no segundo turno. Reforçou que o objetivo central desse grupo político em 2026 é retirar o PT do poder e se colocou como parte desse projeto.
Em meio às especulações sobre seu futuro na corrida presidencial, Zema intensifica movimentos de pré-campanha voltados ao eleitorado nacional. No domingo, utilizou as redes sociais para publicar um vídeo em que faz analogia entre a limpeza de um quintal e as eleições de 2026.
Nas imagens, gravadas na casa em que mora em Belo Horizonte, o governador aparece recolhendo frutas caídas e afirma que o ano será dedicado a “dar destino para as frutas podres”. Ele associa o gesto a uma crítica política, ao mencionar a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro, capturado pelos Estados Unidos no início do ano, e sobrepõe o rosto do venezuelano a uma manga caída ao chão.
No vídeo, Zema argumenta que, se a limpeza não é feita, o quintal acaba tomado por aves e insetos, o que gera sujeira. Em seguida, projeta essa metáfora para o cenário nacional e diz esperar que, em 2026, o Brasil também faça uma limpeza, sob pena de agravamento da situação se nada for feito.
Romeu Zema lançou oficialmente a pré-candidatura à Presidência em agosto do ano passado, em evento do Partido Novo em São Paulo. Desde então, busca se consolidar como uma das principais apostas da direita para 2026, especialmente a partir de sua gestão em Minas Gerais.
Para disputar o Palácio do Planalto, Zema deverá deixar o comando do governo mineiro até o fim de março, conforme o prazo de desincompatibilização exigido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A saída abrirá caminho para que o vice, Mateus Simões, assuma o Executivo estadual enquanto o governador concentra esforços na campanha nacional.