Avião de pequeno porte cai sobre restaurante em Capão da Canoa e deixa três mortos
Aeronave atingiu também residências vizinhas; câmeras registraram a queda e uma explosão na manhã desta sexta-feira (3)
O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 20,685 bilhões em 2025, resultado 45,4% menor que o de 2024. O desempenho, divulgado na noite de quarta-feira (11), foi pressionado pelas novas regras contábeis e pelo aumento da inadimplência.
Banco do Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Entre outubro e dezembro, o banco lucrou R$ 5,742 bilhões, queda de 47,2% em relação ao último trimestre de 2024. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, porém, houve alta de 51,7%.
Em comunicado, a instituição informou que a geração de receitas tem crescido, mesmo sob o impacto da inadimplência. O banco destacou, em especial, o avanço das receitas financeiras com crédito para pessoas físicas e com o Programa Crédito do Trabalhador, que centraliza a oferta de crédito consignado para empregados da iniciativa privada.
Segundo o Banco do Brasil, foram desembolsados R$ 13 bilhões nessa linha, o que contribuiu para o resultado. A presidente do banco, Tarciana Medeiros, afirmou que o desempenho reforça a estratégia de crescer em operações com melhor retorno ajustado ao risco.
Desde janeiro de 2025 está em vigor uma resolução do Conselho Monetário Nacional que alterou a forma de contabilização nas instituições financeiras. Aprovadas em 2021, as normas passaram a valer apenas no ano passado e modificaram o modelo de provisões para perda esperada, baseado em estimativas.
A mudança impactou o reconhecimento de algumas despesas e receitas, levando o banco a deixar de contabilizar R$ 1 bilhão em receitas de crédito.
O índice de inadimplência com atraso superior a 90 dias passou de 3,16% em dezembro de 2024 para 5,17% no fim de 2025. O avanço foi influenciado principalmente pela carteira do agronegócio, segmento em que o banco é líder, e pela linha de cartões de crédito.
No agronegócio, a inadimplência chegou a 6,09% no fim de 2025, alta de 1,25 ponto percentual apenas no último trimestre do ano. Na carteira de pessoas físicas, o índice encerrou o período em 6,56%, aumento de 0,55 ponto percentual.
Apesar do cenário de juros elevados, o volume de empréstimos avançou em 2025, puxado sobretudo pela carteira de pessoas físicas. A carteira de crédito ampliada fechou o ano em R$ 1,296 trilhão, alta de 1,4% no trimestre e de 2,5% no acumulado de 12 meses.
Na segmentação por tipo de cliente, a carteira de pessoa física somou R$ 356,96 bilhões em dezembro, crescimento de 1,8% no trimestre e de 7,6% em um ano. O destaque ficou com a nova modalidade de crédito consignado para trabalhadores com carteira assinada do setor privado, que movimentou R$ 14,3 bilhões.
Na pessoa jurídica, o saldo atingiu R$ 455,15 bilhões, com alta de 0,5% no trimestre e de 0,6% em 12 meses. A carteira para grandes empresas totalizou R$ 260,4 bilhões, avanço de 4,3% no ano. Já a carteira de micro, pequenas e médias empresas recuou 7,9% em 2025, somando R$ 115,2 bilhões.
Nos agronegócios, o crédito chegou a R$ 406,13 bilhões, alta de 1,8% no trimestre e de 2,1% em um ano. Nos seis primeiros meses do Plano Safra 2025/2026, o banco liberou R$ 103,9 bilhões em crédito ao setor, além de R$ 12,3 bilhões para a cadeia de valor do agro.
A carteira de crédito sustentável atingiu R$ 415,1 bilhões, com crescimento de 7,3% em 12 meses, financiando atividades com impactos sociais e ambientais positivos. Essa carteira representa 32% do total de crédito do banco.
As receitas de prestação de serviços somaram R$ 34,813 bilhões em 2025, queda de 1,9% frente ao ano anterior. O Banco do Brasil informou que o recuo foi parcialmente compensado pelo aumento das receitas com administração de fundos, taxas de consórcios e operações de mercado de capitais.
As despesas administrativas também totalizaram R$ 34,813 bilhões em 2025, alta de 5,1% em relação a 2024. Segundo o banco, o crescimento decorre de reajustes salariais e de investimentos em tecnologia e cibersegurança.
Para 2026, o Banco do Brasil projeta uma recuperação do lucro após a forte queda registrada em 2025. A instituição estima lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões.
O banco prevê crescimento da carteira de crédito entre 0,5% e 4,5%, com alta de 6% a 10% para pessoas físicas. Para o agronegócio, a projeção varia de queda de 2% a alta de 2%, enquanto para empresas o intervalo vai de retração de 3% a aumento de 1%.
As receitas de prestação de serviços devem crescer de 2% a 6%, e as despesas administrativas, de 5% a 9%. O custo do crédito, que inclui perdas esperadas com inadimplência e outros riscos, é estimado entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões.
Conseguimos nos adaptar ao cenário com transparência e muita dedicação de nossos funcionários para que tenhamos um 2026 com retomada de patamares de rentabilidade do tamanho do BB. Nosso guidance mostra isso e nossos resultados indicam que estamos dando os sinais da inflexão, com lucro de R$ 5,7 bilhões, um crescimento de 51,7% na comparação com o trimestre anterior
Tarciana Medeiros