Altas temperaturas exigem atenção redobrada com a saúde dos pets; especialista explica

Especialistas alertam para reforço na hidratação, cuidados com o sol e atenção aos sinais de estresse térmico, que podem exigir atendimento veterinário imediato

12/02/2026 às 16:11 por Redação Plox

Com a intensificação do calor, cães e gatos ficam mais vulneráveis à desidratação, ao estresse térmico e a doenças de pele. Em períodos de temperaturas mais altas, os cuidados com os animais domésticos precisam ser reforçados, principalmente em relação à higiene, à exposição ao sol e à oferta de água fresca.


Com a intensificação do calor, cães e gatos passam a enfrentar maior risco de desidratação, estresse térmico e doenças de pele.

Com a intensificação do calor, cães e gatos passam a enfrentar maior risco de desidratação, estresse térmico e doenças de pele.

Foto: Reprodução / Agência Brasil.



Diferentemente dos humanos, os pets não transpiram da mesma forma e regulam a temperatura corporal principalmente pela respiração e pela troca de calor pelas patas e pela barriga. Ambientes quentes e mal ventilados podem causar desde desconforto até quadros graves de hipertermia, exigindo atenção redobrada dos tutores.


O médico veterinário, Victor Lage, explica a importância da limpeza adequada, a frequência correta de banhos e os cuidados com a tosa durante o período de calor.



 Victor Lage - Médico Veterinário da HOVEP.

Vídeo: Stella Dutra / Plox Brasil. 

Higiene, banho e tosa ajudam a prevenir doenças

A falta de higiene adequada, somada ao aumento da umidade da pele, favorece a proliferação de fungos e bactérias, além de parasitas como pulgas e carrapatos. Em animais de pelagem longa, o acúmulo de sujeira dificulta ainda mais a ventilação da pele, agravando o desconforto térmico e elevando o risco de problemas dermatológicos.

Ambiente adaptado é fundamental no calor

Além dos cuidados diretos com o corpo do animal, o ambiente em que ele vive precisa ser adaptado para enfrentar as altas temperaturas. Locais muito quentes, sem circulação de ar ou sem sombra, aumentam o risco de exaustão pelo calor, principalmente em filhotes, animais idosos e em raças com focinho achatado, como pugs, buldogues e gatos persas.

Hidratação e horários de passeio devem ser revistos

Entre as principais recomendações estão manter os potes de água sempre limpos e bem abastecidos, evitar passeios nos horários de sol mais intenso e oferecer espaços com sombra e boa ventilação. Quando possível, o uso de tapetes gelados ou toalhas úmidas pode ajudar a reduzir a temperatura corporal dos animais e aliviar o desconforto provocado pelo calor.


O veterinário orienta sobre estratégias para refrescar os animais, como oferta constante de água, locais ventilados, passeios em horários mais frescos e outras medidas para reduzir o desconforto térmico.


 Victor Lage - Médico Veterinário da HOVEP. 

Vídeo: Stella Dutra / Plox Brasil. 

Sinais de alerta exigem atendimento imediato

Especialistas orientam que os tutores fiquem atentos a sinais de que o pet pode estar sofrendo com o calor excessivo, como respiração ofegante, apatia, salivação intensa, dificuldade para se levantar e vômitos. Diante desses sintomas, a recomendação é buscar atendimento veterinário imediatamente, para evitar complicações mais graves.


Com cuidados simples e atenção diária, é possível reduzir os impactos das altas temperaturas e garantir mais conforto, saúde e bem-estar aos animais durante o verão.

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