Desmatamento na Amazônia cai 35,4% e atinge menor nível desde 2015, aponta Inpe

Dados do Deter, divulgados em 12/2 pelo governo federal, mostram queda entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, mas indicam avanço da degradação progressiva ligada a incêndios e mudanças climáticas

12/02/2026 às 14:04 por Redação Plox

Dados do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta quinta-feira (12/2) pelo governo federal, indicam que, entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, o desmatamento na Amazônia caiu 35,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. É o menor índice da série histórica iniciada em 2015.


Dados divulgados nesta quinta-feira (12/2) pela ministra Marina Silva apontam menor valor da série histórica, iniciada em 2015

Dados divulgados nesta quinta-feira (12/2) pela ministra Marina Silva apontam menor valor da série histórica, iniciada em 2015

Foto: Agência Brasil

Apesar da retração no total desmatado, o Inpe identificou crescimento da modalidade por degradação progressiva, associada sobretudo à recorrência de incêndios e às mudanças climáticas. Esse tipo de desmatamento respondeu por 38% da área total desmatada em 2025, ante 27% no ano anterior.

Os números foram apresentados pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, pela secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior — que assumirá o lugar do ministro Rui Costa a partir de abril —, além de técnicos do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Inpe, em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.

De acordo com Marina Silva, o Brasil reduziu em 50% o desmatamento na Amazônia em 2025 em comparação com 2022. Com a nova queda de 35,4% registrada nos últimos seis meses, a expectativa do governo é que o país alcance a menor taxa histórica de desmatamento nas próximas medições.

Cerrado tem queda tímida; Pantanal oscila após alta e forte redução

No Cerrado, também houve redução do desmatamento, porém em ritmo bem menor que o da Amazônia: a queda foi de 5,9% na comparação entre os períodos de 2024/2025 e 2025/2026.

No Pantanal, o cenário foi de alta na comparação mais recente. O desmatamento aumentou 45,5% em relação a 2024/2025: o índice passou de 202 km² para 294 km² em 2025/2026. Ainda assim, o resultado representa uma redução de 65,2% frente a 2023/2024, quando o desmatamento havia atingido 846 km².

Como funciona o monitoramento do desmatamento

O Inpe utiliza dois sistemas principais para acompanhar o desmatamento na Amazônia Legal e em outros biomas. A taxa anual de desmatamento por corte raso é calculada pelo sistema Prodes, em operação desde 1988, que divulga dados consolidados uma vez por ano.

Já o Deter realiza um monitoramento em tempo quase real, com base em imagens de satélite que observam diariamente o que ocorre em três grandes biomas: Amazônia, Cerrado e Pantanal. O sistema cobre mais de 75% do território brasileiro e é usado como ferramenta de alerta e fiscalização.

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