Gabinete de Toffoli confirma sociedade em empresa e nega vínculo com dono do Banco Master

Nota afirma que ministro do STF não tem relação pessoal ou financeira com Daniel Vorcaro e que gestão da Maridt é feita por familiares, conforme a Loman

12/02/2026 às 11:53 por Redação Plox

O gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli divulgou nesta quinta-feira uma nota pública em que confirma que o magistrado é sócio da empresa Maridt e nega qualquer relação pessoal ou financeira com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O ministro do STF Dias Toffoli confirmou que é sócio da empresa Maridt, mas afirmou que não exerce gestão e que sua participação é permitida pela Lei Orgânica da Magistratura.

O ministro do STF Dias Toffoli confirmou que é sócio da empresa Maridt, mas afirmou que não exerce gestão e que sua participação é permitida pela Lei Orgânica da Magistratura.

Foto: Reprodução / STF.



Participação na empresa Maridt e regras da magistratura

Relator no STF das investigações que envolvem o Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central e alvo de apurações da Polícia Federal por suspeitas de fraudes financeiras, Toffoli afirmou na nota que integra o quadro societário da Maridt, mas que a administração da empresa é exercida por familiares.




Segundo o gabinete, essa condição é permitida pela Lei Orgânica da Magistratura, que proíbe magistrados de exercer atos de gestão, mas não de participar de sociedades empresariais. A nota destaca que a Maridt é uma empresa familiar, organizada como sociedade anônima de capital fechado, com registro na Junta Comercial e declarações regularmente apresentadas à Receita Federal.

O comunicado informa ainda que todas as declarações da empresa e de seus acionistas foram aprovadas, reforçando a regularidade fiscal e societária da Maridt.

Operações com o grupo Tayaya e saída do negócio

A manifestação detalha a relação da Maridt com o grupo Tayaya, responsável por um resort de luxo no Paraná. De acordo com o gabinete, a empresa deixou o grupo em fevereiro de 2025, após duas operações: a venda de cotas ao fundo Arleen, em setembro de 2021, e a alienação do saldo remanescente à PHB Holding, em fevereiro deste ano.


As transações, segundo a nota, foram realizadas a valor de mercado e declaradas à Receita Federal. O gabinete acrescenta que a ação sobre a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída a Toffoli em 28 de novembro de 2025, quando a Maridt já não fazia mais parte do grupo empresarial ligado ao resort.

Relação com empresários e denúncias de suspeição

No comunicado, o ministro afirma que não conhece o gestor do fundo Arleen e nega qualquer relação de amizade com Daniel Vorcaro ou com o cunhado dele, Fabiano Zettel. O texto diz que Toffoli não recebeu valores de nenhum dos dois.


O ministro  também negou qualquer relação pessoal ou financeira com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado pela Polícia Federal.

O ministro também negou qualquer relação pessoal ou financeira com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado pela Polícia Federal.

Foto: Reprodução / Banco Master.


A nova nota foi divulgada um dia após o diretor-geral da Polícia Federal entregar ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, um relatório com dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, apreendido na Operação Compliance Zero, que investiga possíveis fraudes financeiras no Banco Master.


Conversas encontradas no aparelho mencionam o nome do ministro, o que levou investigadores a avaliarem a possibilidade de impedimento. Em manifestação anterior, o gabinete de Toffoli classificou como “ilações” as referências ao nome do ministro e sustentou que não há motivo para alegação de suspeição na condução do caso.

Defesa da atuação no processo

No novo comunicado, o ministro reafirma que não cometeu irregularidades e sustenta que sua atuação no processo ocorre dentro dos parâmetros legais, reforçando a posição de que não há elementos que justifiquem seu afastamento das investigações.

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