Dólar cai a R$ 5,17 e Ibovespa estreia marca inédita de 190 mil pontos
Moeda recua 0,24% na manhã desta quinta (12), enquanto o índice é impulsionado por Petrobras, Vale e entrada de capital estrangeiro; mercado monitora dados no Brasil e nos EUA
12/02/2026 às 09:27por Redação Plox
12/02/2026 às 09:27
— por Redação Plox
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O dólar opera em queda nesta quinta-feira (12), recuando 0,24% por volta das 9h30, cotado a R$ 5,1746. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
Dólar, moeda norte-americana
Foto: FreePik
Ibovespa renova máxima histórica e chega aos 190 mil pontos
O Ibovespa atingiu pela primeira vez a marca de 190 mil pontos, impulsionado pela valorização de Petrobras e Vale, que avançaram mais de 3%, e pelo fluxo de capital estrangeiro, em um cenário global que tem favorecido mercados emergentes como o Brasil. O volume financeiro do pregão somou R$ 38,6 bilhões.
O desempenho da bolsa reflete tanto o apetite por risco em mercados emergentes quanto o movimento de grandes empresas brasileiras, que tiveram forte alta nas últimas sessões.
Pesquisa Quaest mexe com o humor dos investidores
O humor dos investidores também foi afetado pela pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (11), que aponta o presidente Lula à frente de Flávio Bolsonaro por cinco pontos percentuais em um eventual segundo turno, com 43% a 38%. O resultado reforça a percepção de maior competitividade eleitoral e possíveis impactos sobre a condução das contas públicas.
O levantamento mostra que Lula mantém vantagem nos sete cenários de segundo turno testados contra nomes da oposição, com diferenças que variam de cinco a 19 pontos. A menor distância é justamente em relação a Flávio Bolsonaro, apontado como principal nome oposicionista.
A pesquisa revela uma diminuição residual da vantagem de Lula para Flávio. A diferença era de sete pontos no mês passado e passou para cinco
Felipe Nunes, diretor da Quaest
Esta é a primeira pesquisa da Quaest sem o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, entre os possíveis candidatos, após ele reiterar que pretende disputar a reeleição.
No cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro, os números são os seguintes:
Lula: 43% (eram 45% em janeiro e 46% em dezembro);
Flávio Bolsonaro: 38% (eram 38% em janeiro e 36% em dezembro);
Indecisos: 2% (eram 2% em janeiro e 3% em dezembro);
Branco/nulo/não vai votar: 17% (eram 15% em janeiro e em dezembro).
Entre os eleitores que se consideram independentes — grupo visto como decisivo —, a vantagem de Lula sobre Flávio encolheu de 16 para cinco pontos. Em janeiro, Lula tinha 37% nesse segmento, contra 21% de Flávio. Na pesquisa atual, o presidente aparece com 31%, enquanto o senador marca 26%.
Destaques do câmbio e da bolsa
No mercado de câmbio, o dólar acumula queda:
Acumulado da semana: -0,64%;
Acumulado do mês: -1,16%;
Acumulado do ano: -5,50%.
Já o Ibovespa registra forte alta no ano:
Acumulado da semana: +3,69%;
Acumulado do mês: +4,60%;
Acumulado do ano: +17,73%.
O rali do Ibovespa em 2024 vem sendo sustentado pela combinação de entrada de capital estrangeiro e valorização de grandes blue chips.
Indicadores de serviços no radar do mercado
Na agenda doméstica, o foco desta quinta-feira é a divulgação do índice de serviços. O mercado projeta leve alta de 0,1% em relação ao mês anterior e avanço de 3,5% na comparação anual.
Os dados são acompanhados de perto porque ajudam a calibrar as expectativas para o crescimento econômico e para os próximos passos da política monetária.
Mercado de trabalho dos EUA segue aquecido
Nos Estados Unidos, a criação de vagas acelerou e a taxa de desemprego recuou para 4,3%. Nesta quinta-feira, será divulgado o número de pedidos semanais de auxílio-desemprego, com expectativa em torno de 222 mil solicitações, mantendo o foco dos investidores no mercado de trabalho norte-americano.
De acordo com o relatório de emprego (payroll), a economia dos EUA abriu 130 mil vagas fora do setor agrícola no mês passado, após a criação de 48 mil empregos em dezembro, acima da projeção de cerca de 70 mil novas vagas.
A taxa de desemprego caiu de 4,4% para 4,3%, em meio a efeitos sazonais. Setores como varejo e empresas de entrega contrataram menos temporários no fim do ano passado, o que reduziu o volume de demissões em janeiro — mês que tradicionalmente concentra mais cortes após as festas.
Bolsas globais oscilam com dados e tecnologia em foco
Os mercados acionários americanos encerraram o pregão em leve queda, refletindo a leitura do relatório de emprego de janeiro. Em Wall Street, o Dow Jones recuou 0,13%, o S&P 500 teve variação negativa de 0,01% e o Nasdaq caiu 0,16%.
Na Europa, a maioria dos índices fechou em baixa nesta quarta-feira, em meio a preocupações com os impactos da inteligência artificial sobre diversos setores. Ainda assim, o índice pan-europeu STOXX 600 terminou em patamar recorde, com alta de 0,10%, aos 621,58 pontos, sustentado por ações ligadas a commodities, que compensaram as perdas do setor de tecnologia.
Entre os principais índices, o DAX, da Alemanha, recuou 0,53%, enquanto o CAC 40, da França, caiu 0,18%. Já o FTSE 100, do Reino Unido, destoou e avançou 1,14%.
Na Ásia, o pregão foi marcado por estabilidade na China, onde os ganhos de empresas do setor metalúrgico compensaram as quedas das companhias de semicondutores. O mercado também reagiu ao anúncio do banco central chinês, que prometeu ampliar o apoio financeiro para estimular a demanda interna, em meio a preocupações com excesso de produção e consumo fraco.
No fechamento, Xangai registrou leve alta de 0,09%, aos 4.131 pontos, enquanto o CSI300 caiu 0,22%, para 4.713 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,31%, aos 27.266 pontos.
Outros mercados da região também avançaram: Seul ganhou 1,00%, a 5.354 pontos; Taiwan subiu 1,61%, aos 33.605 pontos; e Cingapura teve alta de 0,41%, aos 4.984 pontos. A bolsa de Tóquio não operou nesta sessão.