Fevereiro Roxo reforça alerta para fibromialgia, lúpus e Alzheimer; especialista explica sobre sintomas e estigmas

Campanha destaca a importância do diagnóstico precoce, do tratamento contínuo e do combate à desinformação sobre doenças crônicas

12/02/2026 às 17:49 por Redação Plox

Fevereiro Roxo e Laranja é o mês nacional de conscientização sobre três doenças crônicas que afetam milhões de pessoas no Brasil e no mundo: fibromialgia, lúpus e Alzheimer. A campanha reforça a importância do diagnóstico precoce, do tratamento contínuo e da informação correta para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e também para combater mitos, inclusive sobre supostas “curas milagrosas”.

O mês de fevereiro é marcado pelas campanhas Fevereiro Roxo e Laranja, voltadas à conscientização sobre três doenças crônicas que ainda enfrentam desinformação e preconceito: fibromialgia, lúpus e Alzheimer.

O mês de fevereiro é marcado pelas campanhas Fevereiro Roxo e Laranja, voltadas à conscientização sobre três doenças crônicas que ainda enfrentam desinformação e preconceito: fibromialgia, lúpus e Alzheimer.

Foto: Reprodução / Freepik.



Para entender melhor os desafios, os sintomas, o impacto no dia a dia e os cuidados que podem transformar vidas, o reumatologista Dr. Guilherme Campos conversou com nossa reportagem.

Por que fibromialgia, lúpus e Alzheimer estão no foco da campanha

Fibromialgia, lúpus e Alzheimer são doenças crônicas e sem cura conhecida, mas que podem ser controladas com tratamento adequado e acompanhamento médico regular. O objetivo da campanha é estimular a sociedade a reconhecer sinais de alerta e a buscar ajuda médica, reforçando que o controle é possível quando o cuidado começa cedo. O reumatologista explica os objetivos da campanha.



 Dr. Guilherme Campos - Médico Reumatologista. 

Vídeo: Stella Dutra / Plox Brasil.

Fibromialgia: dor crônica que interfere na rotina

A fibromialgia é uma síndrome marcada por dor musculoesquelética generalizada, fadiga, distúrbios do sono e alterações cognitivas, como dificuldade de memória e concentração.


No Brasil, estima-se que entre 2% e 3% da população tenha fibromialgia — o que significa milhões de pessoas, em sua maioria mulheres —, tornando a condição uma das doenças reumatológicas mais comuns. O impacto na vida cotidiana pode ser intenso, exigindo acompanhamento constante e ajustes na rotina.


Apesar de não apresentar sinais visíveis em exames de imagem, a fibromialgia provoca dores intensas e persistentes, que impactam diretamente a rotina dos pacientes. Por ser uma condição “invisível”, muitas pessoas que convivem com a doença ainda enfrentam desconfiança e julgamentos, sendo acusadas de exagero ou “frescura”. Sobre esse preconceito e sobre a realidade da dor sentida por quem tem fibromialgia, o reumatologista Guilherme Campos faz um alerta:



 Dr. Guilherme Campos - Médico Reumatologista.

Vídeo: Stella Dutra / Plox Brasil. 

Lúpus: doença autoimune de manifestações variadas

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune em que o sistema imunológico passa a atacar tecidos e órgãos saudáveis, podendo comprometer pele, articulações, rins, coração e pulmões.


No Brasil, estimativas indicam que cerca de 65 mil pessoas vivam com lúpus, principalmente mulheres em idade reprodutiva. Os sintomas podem incluir lesões de pele, dores articulares, fadiga intensa e queda de cabelo.


O diagnóstico combina exame clínico, histórico detalhado e exames complementares. O tratamento é individualizado e pode envolver medicamentos imunossupressores, controle da inflamação e acompanhamento regular para evitar complicações.

Alzheimer: principal causa de demência

A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa caracterizada por perda progressiva da memória, alterações comportamentais e redução das funções cognitivas.


De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 55 milhões de pessoas vivem com Alzheimer no mundo. No Brasil, a estimativa é de cerca de 1,2 milhão de pessoas com a doença, principalmente a partir dos 60 anos.


O diagnóstico é clínico e neurológico, com apoio de exames complementares. Embora ainda não haja cura, terapias medicamentosas e não medicamentosas podem atenuar os sintomas e retardar a progressão da doença, especialmente quando iniciadas precocemente.

Diagnóstico precoce e cuidado contínuo fazem a diferença

Um ponto em comum entre fibromialgia, lúpus e Alzheimer é a necessidade de acompanhamento contínuo com equipe especializada, que pode envolver reumatologistas, neurologistas, fisioterapeutas, psicólogos e outros profissionais, de acordo com cada caso.



 Dr. Guilherme Campos - Médico Reumatologista. 

Vídeo: Stella Dutra / Plox Brasil. 

Com diagnóstico correto e tratamento regular, muitas pessoas conseguem manter suas atividades diárias, trabalhar, cuidar da família e preservar a vida social, mesmo convivendo com uma condição crônica. O apoio multidisciplinar e a adesão ao tratamento são fundamentais para preservar autonomia e qualidade de vida.

Perigo dos “milagres” e falsas promessas

Apesar de serem doenças crônicas e, muitas vezes, de sintomas difíceis, não existem remédios ou procedimentos capazes de oferecer cura definitiva. Promessas de “tratamento milagroso” ou “cura rápida” não têm respaldo científico e podem colocar a saúde em risco, afastando o paciente de terapias seguras e comprovadas.



 Dr. Guilherme Campos - Médico Reumatologista.

Vídeo: Stella Dutra / Plox Brasil.

Por que a campanha importa agora

A campanha Fevereiro Roxo e Laranja vai além da divulgação de informações. A proposta é estimular o diagnóstico precoce, reduzir o período de sofrimento sem tratamento e combater o preconceito ligado a doenças frequentemente invisíveis ou pouco compreendidas.


A orientação é que qualquer pessoa que perceba sintomas persistentes procure atendimento em um serviço de saúde o quanto antes. No Brasil, o SUS oferece assistência e tratamento para doenças crônicas, e o acompanhamento regular pode fazer toda a diferença na qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias.

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