Flávio Bolsonaro elogia Zema e nega conversa sobre vice para 2026

No CEO Conference do BTG Pactual, senador diz que alianças e vices seguem em aberto e critica a condução econômica do governo Lula.

12/02/2026 às 07:37 por Redação Plox

Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) elogiou nesta quarta-feira a atuação do governador Romeu Zema (Novo) em Minas Gerais e rechaçou a ideia de que já tenha convidado o mineiro para ser seu vice. Segundo ele, Zema é um “grande nome” no cenário nacional, mas não houve conversa sobre composição de chapa até o momento.


Flávio nega convite a Zema e fala em respeito ao Novo

Flávio participou do CEO Conference, encontro com o mercado e lideranças políticas organizado pelo BTG Pactual. Durante o evento, o senador chamou atenção para o papel de Zema em Minas e procurou desmentir versões de bastidores sobre um suposto convite para a vice.

O Zema é um grande nome. E aproveito para desfazer a fake news de que ele negou ser meu vice. Não tive essa conversa com ele. Não estou aqui fazendo o convite para ele. Mais uma vez, eu quero respeitar o momento do Novo de ter lançado Romeu Zema como pré-candidato.

Flávio Bolsonaro

Aliado do PL e apontado como herdeiro eleitoral de Jair Bolsonaro, o senador afirmou que pretende aguardar as movimentações internas do Partido Novo antes de tratar de qualquer aliança formal.

Chapas indefinidas e cenário eleitoral em disputa

Enquanto os partidos costuram suas estratégias para as eleições de 2026, a definição dos vices ainda é um ponto em aberto. Flávio Bolsonaro e o PL não anunciaram quem deve integrar a chapa presidencial, e outras siglas também mantêm indefinições.

No PSD, o quadro é ainda mais incerto, já que a legenda não definiu nem mesmo o nome que disputará a Presidência. No campo governista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá de decidir se manterá Geraldo Alckmin (PSB) como vice em uma eventual tentativa de reeleição.

Pesquisa Quaest mostra Lula à frente em todos os cenários

Pesquisa realizada pela Quaest e divulgada nesta quarta-feira aponta Lula à frente em sete cenários de segundo turno para a disputa presidencial. Na simulação contra Flávio Bolsonaro, a vantagem do petista é de cinco pontos percentuais.

O levantamento indica, porém, uma redução dessa diferença nos últimos meses. Em dezembro, a distância entre Lula e Flávio era de dez pontos. No mês seguinte, recuou para sete. Agora, a margem caiu novamente, consolidando um movimento de aproximação do senador do PL.

Encomendada pela Genial Investimentos, a pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Críticas de Flávio ao governo Lula e à área econômica

No mesmo evento, Flávio Bolsonaro endureceu o tom contra Lula e o desempenho do governo na economia. Em uma comparação bem-humorada e crítica, ele associou o presidente a um carro antigo, reforçando a mensagem de que o petista representaria um projeto esgotado.

O senador também acusou o governo de perder o controle das contas públicas e voltou suas críticas ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Na fala, afirmou que a gestão atual teria consumido o fôlego econômico deixado pela administração anterior e insistiu em retratar o ministro como inadequado para o cargo.

Sinalização ao mercado e nomes para a Fazenda

A presença de Flávio Bolsonaro na conferência organizada pelo BTG Pactual foi interpretada como um gesto direcionado ao mercado financeiro. Durante a participação, ele adiantou linhas gerais de suas intenções para a economia, caso seja eleito, mas evitou anunciar nomes para o comando da área econômica.

Flávio citou economistas ligados ao setor financeiro e ao Banco Central como exemplos de referências técnicas, mas ressaltou que ainda não manteve conversas formais sobre uma eventual composição de equipe. Para o senador, o futuro titular da Fazenda terá de manter um padrão elevado de qualificação, comparável ao de gestões anteriores, e superar, em sua avaliação, o desempenho atual no ministério.

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