PF vê indícios de repasses de R$ 20 milhões a empresa ligada a Toffoli em mensagens de Vorcaro

Conversas extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro citam pagamentos do Fundo Arleen e mencionam participação no Resort Tayayá; Polícia Federal diz não ter provas de que valores chegaram ao ministro ou a intermediários

12/02/2026 às 20:36 por Redação Plox

Investigadores da Polícia Federal (PF) identificaram, em mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, indícios de pagamentos de cerca de R$ 20 milhões a uma empresa ligada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator do caso que apura fraude envolvendo a instituição financeira na corte.


As informações foram reveladas por colunistas de veículos de imprensa, que apontam que os diálogos sugerem repasses feitos pelo Fundo Arleen, ligado a Vorcaro e controlado por seu cunhado, Fabiano Zettel. A PF informou que, até o momento, não há elementos suficientes para comprovar se os valores chegaram efetivamente ao ministro ou a eventuais intermediários.

Ministro Dias Toffoli é relator do caso sobre a fraude do Banco Master no STF.

Ministro Dias Toffoli é relator do caso sobre a fraude do Banco Master no STF.

Foto: Gustavo Moreno/STF


Pagamentos após venda de participação em resort chamam atenção

Segundo o material obtido pelos investigadores, as menções aos valores aparecem em conversas entre Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel. Os pagamentos teriam sido feitos pelo Fundo Arleen, que anteriormente havia adquirido uma participação no Resort Tayayá da empresa Maridt, negócio do qual Toffoli admitiu ser sócio em nota enviada à imprensa.

A Maridt, que pertence ao ministro e a seus irmãos, vendeu a fatia no resort em 27 de setembro de 2021. O contrato que prevê pagamentos do Fundo Arleen à Maridt, porém, só foi assinado em 2024, o que despertou a atenção da PF, conforme relatado por colunista que acompanha o caso.

Conversas citam repasses e mostram contatos frequentes

Nos diálogos analisados, Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel se referem aos repasses como forma de efetuar pagamentos a Dias Toffoli. O ministro, por sua vez, nega ter recebido dinheiro diretamente de Vorcaro ou do cunhado dele. Também foram localizadas diversas trocas de mensagens entre o ex-banqueiro e o ministro do STF, indicando encontros e contatos recorrentes.


A PF, de acordo com as informações divulgadas, reforçou que ainda não dispõe de provas conclusivas sobre o destino final dos valores. Em resposta à reportagem, Toffoli reiterou que não recebeu pagamentos diretos de Zettel e Vorcaro. Já o ex-banqueiro e seu cunhado foram procurados, mas não haviam respondido até o momento da publicação.

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