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A ex-juíza Ludmila Lins Grilo voltou a chamar atenção para as ligações do ministro Dias Toffoli com o Tayayá Resort ao resgatar, em suas redes sociais, uma checagem que havia negado a participação societária do magistrado no empreendimento.
Imagens do Tayayá, resort ligado a Toffoli
Foto: /Tayayá (site)
Em dezembro de 2024, a agência Lupa publicou uma verificação de fatos afirmando que eram falsas as informações que apontavam Toffoli como dono do Tayayá Resort. A checagem respondia a publicações nas redes sociais que circulavam com a imagem da fachada do hotel acompanhada da mensagem que o chamava de “resort de luxo do ministro do Supremo Tias Toffoli entre São Paulo e o Paraná” e pedia que a “obra faraônica” fosse divulgada.
Na análise divulgada pela agência, o foco estava no quadro societário do resort. O texto explicava que os sócios da empresa Maridt Participações S. A., ligada ao Tayayá, eram irmãos do ministro, e não ele próprio. A publicação ressaltava ainda que o nome de Dias Toffoli não constava formalmente entre os donos do empreendimento localizado em Ribeirão Claro, no Paraná.
O Resort Tayayá não pertence ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. Na realidade, parentes do magistrado são associados do hotel localizado em Ribeirão Claro, no Paraná. Um deles, inclusive, também possui os sobrenomes “Dias Toffoli”. Mas o nome do togado da Suprema Corte não consta no quadro de sócios do estabelecimento – diz o texto que segue no ar.
Lupa
O cenário mudou após a Polícia Federal encaminhar ao gabinete do ministro Edson Fachin uma “informação de polícia judiciária” com detalhes de mensagens trocadas entre Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A partir desse contexto, o ministro admitiu integrar o quadro societário do Tayayá Resort, esclarecendo, porém, que a administração da empresa cabe a seus parentes.
Em nova manifestação, foi detalhado que Toffoli faz parte da sociedade e que a empresa é administrada por seus familiares. O texto citou o Artigo 36 da Lei Orgânica da Magistratura (Lei Complementar 35/1979), que permite a magistrados participar de sociedades empresariais e receber dividendos, desde que não exerçam atos de gestão na condição de administradores.
Foto: Redes sociais
Ludmila publicou o resgate da checagem nesta quinta-feira (12), no mesmo dia em que a assessoria do ministro divulgou nota confirmando as ligações dele com a empresa de seus irmãos. A sequência de fatos expôs a discrepância entre a checagem inicial, que negava a participação de Toffoli, e a confirmação posterior de que ele é, de fato, um dos sócios do resort.