Toffoli abre mão de relatoria sobre investigação de suposta fraude de R$ 12,2 bilhões no Banco Master

Ministro devolveu o caso após reunião emergencial no STF; Edson Fachin deve redistribuir a relatoria em meio a pressão e falta de consenso na Corte

12/02/2026 às 20:53 por Redação Plox

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli abriu mão, nesta quinta-feira (12/2), da relatoria da investigação sobre uma suposta fraude de R$ 12,2 bilhões envolvendo o Banco Master.

Toffoli deixou relatoria do caso Master após reunião convocada por Edson Fachin com todos os integrantes do STF

Toffoli deixou relatoria do caso Master após reunião convocada por Edson Fachin com todos os integrantes do STF

Foto: Gustavo Moreno/STF


A decisão foi tomada após uma reunião interna convocada de forma emergencial pelo presidente do STF, Edson Fachin, com a participação de todos os ministros da Corte. Com a devolução do caso por Toffoli, a investigação e a relatoria serão redistribuídas por Fachin.

Reunião em meio à pressão sobre o caso

A reunião desta quinta-feira foi anunciada por Fachin no início da sessão do plenário do Supremo, em um momento de intensa pressão sobre a condução do caso relacionado ao Banco Master e à suposta fraude bilionária.

O caso envolve uma investigação da Polícia Federal sobre possíveis irregularidades que somam R$ 12,2 bilhões. Toffoli havia sido apontado em apurações ligadas ao episódio, o que elevou a crise interna no tribunal.

Redistribuição e efeitos no Supremo

Com a saída de Toffoli da relatoria, caberá agora a Fachin realizar a redistribuição do processo dentro do STF. A mudança ocorre em meio a um cenário de falta de consenso entre os ministros sobre a situação do colega e os desdobramentos da investigação.

O clima de crise no Supremo foi marcado por reuniões sucessivas e por articulações envolvendo integrantes da Corte e autoridades políticas, enquanto o caso Banco Master ganhava centralidade no noticiário e nas discussões internas.

Contexto político e jurídico

A apuração sobre o Banco Master se soma a outros episódios recentes que colocaram o STF no centro de debates políticos e jurídicos. Em paralelo às discussões sobre Toffoli, ministros da Corte também foram procurados para tratar de temas como pedidos de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro, sob o argumento de questão humanitária.

A matéria segue em atualização, e novos desdobramentos sobre a redistribuição da relatoria e os impactos no funcionamento interno do STF devem ser conhecidos nas próximas decisões da Corte.

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