Tensão no Oriente Médio já afeta abastecimento de combustíveis em Minas, diz Minaspetro

Postos relatam restrições de entrega e alta de preços; Vibra atribui impacto a fatores climáticos e afirma que situação foi normalizada

12/03/2026 às 06:15 por Redação Plox

O abastecimento de combustíveis em Minas Gerais já começa a sofrer os efeitos da tensão no Oriente Médio. De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro), postos mineiros enfrentam restrições no fornecimento e alta nos preços.

mpresa declarou que a situação já foi normalizada e que o atendimento à rede de postos está atualmente cerca de 30% acima da média. Também orientou que os revendedores procurem seus líderes de território em caso de dúvidas

mpresa declarou que a situação já foi normalizada e que o atendimento à rede de postos está atualmente cerca de 30% acima da média. Também orientou que os revendedores procurem seus líderes de território em caso de dúvidas

Foto: Divulgação


A situação é atribuída ao bloqueio do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária do Irã. A rota marítima é considerada estratégica para o comércio global de petróleo, por onde escoa cerca de um quinto de todo o combustível negociado no mundo. O bloqueio ocorreu após ataques ao território iraniano atribuídos aos Estados Unidos e a Israel, o que provocou reflexos imediatos no mercado internacional.

Distribuidoras limitam entregas em Minas

Segundo o Minaspetro, proprietários de postos relataram que a Vibra Energia — subsidiária da Petrobras e apontada como a maior distribuidora de combustíveis do país — estaria limitando a entrega de etanol, gasolina e diesel em Minas Gerais.

Em comunicado, a Vibra informou que enfrentou nesta semana impactos climáticos que afetaram pontualmente o abastecimento no estado. A empresa declarou que a situação já foi normalizada e que o atendimento à rede de postos está atualmente cerca de 30% acima da média. Também orientou que os revendedores procurem seus líderes de território em caso de dúvidas.

Órgãos federais acompanham alta de preços

Enquanto isso, o aumento nos preços praticados em alguns postos passou a ser monitorado pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), que pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a abertura de investigação sobre as altas recentes, mesmo sem alterações nos valores anunciados pela Petrobras, principal fornecedora de combustíveis no Brasil.

Em nota, o Minaspetro comunicou que continua acompanhando o cenário e manifestou preocupação com a defasagem nos preços e com possíveis repasses antecipados por parte das distribuidoras.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a