Caminhoneiros são denunciados por homicídio após acidente que lançou carro em rio em MG

Acusação aponta ultrapassagem proibida e alta velocidade; motorista caiu no Rio Grande e morreu após colisão na divisa entre MG e SP

12/03/2026 às 11:10 por Redação Plox

Dois caminhoneiros foram denunciados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pela morte de um motorista após um acidente em uma ponte na região do Triângulo Mineiro. A vítima, identificada como Waldomiro de Oliveira Silva, teve o veículo lançado no rio depois de uma manobra considerada irregular na rodovia. Os dois também vão responder por tentativa de homicídio contra outro condutor que sobreviveu à colisão.

Outro condutor também acabou colidindo com os caminhões, mas conseguiu sobreviver. Em razão disso, os dois caminhoneiros passaram a responder ainda por tentativa de homicídio, além da acusação pela morte de Waldomiro

Outro condutor também acabou colidindo com os caminhões, mas conseguiu sobreviver. Em razão disso, os dois caminhoneiros passaram a responder ainda por tentativa de homicídio, além da acusação pela morte de Waldomiro

Foto: Divulgação


De acordo com a denúncia, o acidente ocorreu em 1º de julho de 2025, durante uma ultrapassagem proibida na ponte que liga Conceição das Alagoas, em Minas Gerais, a Miguelópolis, no interior de São Paulo. O Ministério Público aponta que os caminhões trafegavam em alta velocidade e sem autorização regular para circular na via.

Ultrapassagem na ponte e morte no Rio Grande

Segundo o órgão, ao realizar a manobra em um ponto inadequado da rodovia, os caminhoneiros assumiram o risco de causar um acidente grave. A colisão fez com que o carro conduzido por Waldomiro caísse no Rio Grande, provocando a morte do motorista.

Outro condutor também acabou colidindo com os caminhões, mas conseguiu sobreviver. Em razão disso, os dois caminhoneiros passaram a responder ainda por tentativa de homicídio, além da acusação pela morte de Waldomiro.

Retirada do carro do rio e denúncia por fraude processual

A investigação aponta que, 12 dias após o acidente, o veículo de Waldomiro foi retirado do leito do rio sem autorização dos familiares ou das autoridades responsáveis. A remoção, segundo o Ministério Público, teria prejudicado o trabalho da perícia e a reconstituição da dinâmica do caso.

Por causa dessa intervenção, o órgão denunciou um vereador de Conceição das Alagoas e dois empresários por fraude processual. Até o momento, não há confirmação de participação dos caminhoneiros nessa etapa da ocorrência.

Possível julgamento pelo Tribunal do Júri

Se a Justiça aceitar a denúncia, os caminhoneiros poderão ser levados a julgamento pelo Tribunal do Júri. Em caso de condenação, as penas podem chegar a 30 anos de prisão, conforme a acusação apresentada.

Já os denunciados por fraude processual estão sujeitos a penas de até quatro anos de reclusão, caso a Justiça acolha a denúncia e eles venham a ser condenados.

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