Candidato com nanismo denuncia discriminação em teste físico de concurso para delegado da PCMG

Matheus Menezes afirma que pediu adaptações por sua condição, mas foi eliminado após não atingir a marca mínima no salto horizontal prevista no edital

12/03/2026 às 07:32 por Redação Plox

Um candidato com nanismo denunciou ter sofrido discriminação durante o Teste de Aptidão Física (TAF) do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Nas redes sociais, Matheus Menezes afirmou que solicitou adaptações nas provas físicas em razão de sua condição, mas que o pedido não foi atendido.

e acordo com o candidato, ele avançou em todas as etapas teóricas do processo seletivo, mas foi eliminado na fase física por não alcançar o salto mínimo de 1,65 metro exigido na prova de impulsão horizontal.

e acordo com o candidato, ele avançou em todas as etapas teóricas do processo seletivo, mas foi eliminado na fase física por não alcançar o salto mínimo de 1,65 metro exigido na prova de impulsão horizontal.

Foto: Redes Sociais


De acordo com o candidato, ele avançou em todas as etapas teóricas do processo seletivo, mas foi eliminado na fase física por não alcançar o salto mínimo de 1,65 metro exigido na prova de impulsão horizontal. Com 1,23 metro de altura, Matheus relata que a aplicação do mesmo teste para todos os concorrentes, inclusive para pessoas com deficiência (PCDs), resultou diretamente em sua reprovação.

Candidato alega descumprimento de adaptações previstas em lei

Em publicações no Instagram, o bacharel em Direito, de 25 anos, disse que a banca organizadora ignorou solicitações de adaptação respaldadas em legislação. O concurso é organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em parceria com a Academia de Polícia Civil (Acadepol).

Depois de passarmos pelas fases teóricas, solicitamos adaptação no TAF conforme nossas condições, mas a banca aplicou a mesma prova para todos, o que levou à nossa eliminação

Matheus Menezes

Entidades apontam possível discriminação e capacitismo

Organizações que representam pessoas com nanismo se manifestaram sobre o caso. O Instituto Nacional de Nanismo avaliou que a eliminação automática, sem adaptação razoável ou análise individualizada, pode configurar prática discriminatória. Já a Associação Nanismo Brasil (Annabra) afirmou que o episódio evidencia o capacitismo estrutural enfrentado por pessoas com deficiência.

PCMG reforça exigência de preparo físico para o cargo

Em nota, a Polícia Civil informou que Matheus participou do concurso para delegado substituto, previsto no edital 01/2024, e foi aprovado nas provas objetiva, dissertativa, oral e nos exames biomédicos. Ele foi considerado inapto na etapa de exames biofísicos.

A corporação ressaltou que o cargo exige elevado nível de preparo físico para o desempenho de atividades ligadas à investigação, policiamento e cumprimento de ordens judiciais. Segundo a PCMG, a exigência de aptidão física plena prevista em edital não tem caráter discriminatório, mas busca assegurar que os aprovados tenham a capacidade mínima necessária para o exercício das funções.

A Polícia Civil também destacou que o edital reserva 10% das vagas para candidatos com deficiência, em conformidade com a legislação vigente, e que cabe aos interessados conhecer previamente as regras do processo seletivo antes da inscrição.

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