Quaest: desconfiança no STF encosta na confiança e marca maior desgaste desde 2022

Série da Genial/Quaest mostra confiança caindo de 56% para 50% e desconfiança subindo de 40% para 47%; menção de que a desconfiança teria superado a confiança “pela 1ª vez” ainda não se confirma nos dados abertos de agosto de 2025 e segue em checagem

12/03/2026 às 08:36 por Redação Plox

A confiança no Supremo Tribunal Federal (STF) está em queda na série histórica da Genial/Quaest e, na rodada mais recente disponível publicamente no relatório de “Confiança Institucional” (onda de agosto de 2025), o cenário é de forte divisão na opinião pública: 50% dizem confiar, 47% afirmam não confiar e 3% não souberam ou não responderam. O levantamento reforça o desgaste das instituições em meio à polarização política e à disputa de narrativas, como já vinha sendo apontado pela própria Quaest e repercutido por veículos nacionais.

A fachada do Supremo Tribunal Federal (STF)

A fachada do Supremo Tribunal Federal (STF)

Foto: Gustavo Moreno/STF


STF registra queda de confiança e avanço da desconfiança

O relatório da Genial/Quaest compara diferentes ondas de pesquisa desde 2022 para medir a confiança em diversas instituições. No caso do STF, a série indica recuo da confiança e avanço da desconfiança ao longo do período analisado.

De acordo com os dados públicos da onda de agosto de 2025, a confiança na Corte passou de 56%, em novembro de 2022, para 50%. No mesmo intervalo, a desconfiança subiu de 40% para 47%. O resultado mais recente mostra, portanto, placar apertado e em trajetória de convergência entre os dois indicadores.

Embora o comando que motivou a apuração mencione que “a desconfiança supera a confiança pela 1ª vez”, o relatório público de agosto de 2025 ainda registra a confiança numericamente acima da desconfiança (50% contra 47%). Essa suposta virada permanece, assim, como informação em checagem, podendo estar relacionada a outra rodada, a um recorte específico (por período, segmento ou região) ou a divulgação posterior que não aparece nas fontes abertas consultadas.

Instituições da democracia sob maior desgaste

A própria Quaest, em texto analítico publicado em seu site, insere os dados do STF em um quadro mais amplo de percepção institucional. Segundo o instituto, as instituições ligadas à fé e à segurança aparecem no topo dos índices de confiança, enquanto estruturas centrais da democracia, como Congresso e STF, enfrentam maior desgaste, com avaliações muito sensíveis ao alinhamento político e ao voto dos entrevistados.

A fonte primária das informações é o relatório oficial da Genial/Quaest, que detalha metodologia, amostras e evolução dos indicadores ao longo da série histórica. Nele estão os percentuais de confiança e desconfiança na Suprema Corte na onda de agosto de 2025, hoje o dado mais recente de acesso público considerado nesta análise.

Efeitos políticos e fortalecimento da polarização

O estreitamento entre confiança e desconfiança em torno do STF tem implicações diretas sobre o ambiente político. Em um contexto de polarização, um indicador que se aproxima da paridade amplia o espaço para discursos de contestação ao Judiciário e aumenta a pressão por medidas de transparência, aprimoramento da comunicação institucional e definição mais clara de regras de conduta.

A confiança na Corte tende a se converter em um marcador político, influenciando debates sobre decisões do tribunal, funcionamento de CPIs, tramitação de pautas no Congresso e a temperatura das discussões nas redes sociais. Em estados com forte disputa política e grande presença digital, como MG, SP, RJ e PR, o tema repercute entre lideranças locais — bancadas federais, governos estaduais e prefeituras — com potencial de afetar agendas de segurança pública, costumes e as articulações para as eleições de 2026.

Desconfiança supera confiança? Ponto ainda em apuração

O ponto mais sensível da narrativa — a tese de que “a desconfiança com o STF supera a confiança pela 1ª vez” — ainda não encontra confirmação nos dados públicos mais recentes. O relatório público de agosto de 2025 registra a confiança ligeiramente acima da desconfiança, embora em tendência de queda e com diferença reduzida.

Para esclarecer se já houve uma virada efetiva, será necessário localizar a rodada exata em que a desconfiança teria ultrapassado a confiança, seja em eventual nova onda de 2026, em algum recorte por voto, religião ou região, ou mesmo em outro estudo não incluído no relatório consultado. Também é preciso acompanhar atualizações da Quaest e de outros institutos para verificar se a movimentação é consistente ou apenas uma oscilação pontual nas sondagens de opinião.



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