PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro ao STF por coação e tentativa de interferência
Nas alegações finais, Paulo Gonet cita constrangimento a ministros e articulação por sanções estrangeiras para pressionar o tribunal.
O mercado financeiro começou esta terça-feira (12) de olho em indicadores de inflação no Brasil e nos Estados Unidos e em novos desdobramentos da guerra no Oriente Médio.
Por volta de 9h08, o dólar operava em alta de 0,21%, cotado a R$ 4,9018. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia o pregão às 10h.
Dólar, moeda norte-americana
Foto: FreePik
No acumulado, o dólar registra queda de 0,06% na semana, recuo de 1,22% no mês e baixa de 10,88% no ano.
Já o Ibovespa soma perda de 1,19% na semana e de 2,89% no mês, enquanto mantém avanço de 12,90% no acumulado de 2026.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação oficial do país desacelerou em abril. O índice ficou em 0,67% no mês, abaixo dos 0,88% registrados em março. Ainda assim, a inflação acumulada em 12 meses aumentou, passando de 4,14% para 4,39%.
Os maiores impactos vieram de alimentação e bebidas, que avançou 1,34%, e de saúde e cuidados pessoais, com alta de 1,16%. Segundo os dados, os dois grupos responderam por cerca de 67% do resultado de abril.
Entre os demais segmentos, habitação subiu 0,63%, vestuário teve alta de 0,52% e transportes avançou 0,06%.
Nos Estados Unidos, o governo divulga os números da inflação ao consumidor de abril. O indicador é acompanhado de perto pelos investidores por seu potencial de influenciar decisões sobre a trajetória de juros no país.
Os agentes financeiros também analisam o balanço da Petrobras, divulgado na segunda-feira (10). A estatal registrou lucro de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas com resultado mais que dobrado quando comparado ao fim de 2025.
O desempenho foi favorecido pela alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Oriente Médio. A empresa também aumentou a produção de petróleo e elevou as vendas de combustíveis, como diesel e gasolina.
Além disso, a Petrobras aprovou o pagamento de R$ 9 bilhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,70 por ação.
O conflito no Oriente Médio segue elevando a tensão entre Irã, Israel e os Estados Unidos. Teerã pediu o fim da guerra e garantias contra novos ataques, enquanto o presidente Donald Trump classificou a resposta iraniana como “inaceitável” antes de viajar para a China para se reunir com Xi Jinping.
As chances de um cessar-fogo entre Irã e EUA perderam força depois que Trump afirmou que a trégua está “respirando por aparelhos”. O Irã rejeitou a proposta americana para encerrar o conflito e passou a exigir o fim da guerra, compensações pelos danos e o fim do bloqueio naval dos EUA.
A escalada também pressionou as cotações do petróleo. O barril do Brent ultrapassou US$ 107 com o temor de interrupções no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás.
Autoridades iranianas mantiveram o tom duro e disseram que o país pode ampliar seu programa nuclear caso volte a ser atacado. Do lado americano, houve anúncio de novas sanções contra empresas e pessoas acusadas de ajudar o Irã a vender petróleo para a China.
A viagem de Trump prevê chegada à China nesta quarta-feira (13) para encontro com Xi Jinping, e a crise no Oriente Médio deve estar entre os temas da conversa.
Os mercados asiáticos encerraram o dia em direções diferentes, com atenção voltada para o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping nesta semana. Na China, após altas recentes, os índices recuaram: Xangai caiu 0,25% e Hong Kong perdeu 0,22%. No Japão, houve alta de 0,52%. A maior queda ficou com a Coreia do Sul, onde o Kospi recuou 2,29%.