PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro ao STF por coação e tentativa de interferência
Nas alegações finais, Paulo Gonet cita constrangimento a ministros e articulação por sanções estrangeiras para pressionar o tribunal.
Uma ação conjunta do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Ipanema, e da Polícia Militar foi realizada no sábado, 9, para atingir uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas e na associação para o tráfico em Ipanema, no Vale do Rio Doce.
Batizada de Operação Purgato, a ofensiva teve como foco os bairros Bela Vista e Vila Vicentina
Foto: Divulgação
Batizada de Operação Purgato, a ofensiva teve como foco os bairros Bela Vista e Vila Vicentina, onde os investigadores apontam a tentativa do grupo de controlar a venda de entorpecentes.
Batizada de Operação Purgato, a ofensiva teve como foco os bairros Bela Vista e Vila Vicentina
Foto: Divulgação
As medidas judiciais, pedidas pelo MPMG e autorizadas pelo Poder Judiciário, buscaram paralisar as ações de sete núcleos criminosos que, segundo a apuração, funcionavam conectados para sustentar o comércio de drogas na região.
Ao todo, foram expedidos 20 mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão em residências, além da determinação de apreensão de um veículo e de quebra de sigilo de dados.
A mobilização contou com suporte do Comando de Aviação do Estado de Minas Gerais (COMAVE), por meio da 5ª BRAVE (Governador Valadares).
Também participaram equipes de Rondas Ostensivas com Cães (ROCCA) do 11º BPM (Manhuaçu) e militares do 62º BPM (Caratinga).
A Operação Purgato é resultado de dois meses de trabalho investigativo desenvolvido dentro de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC).
As diligências indicaram que famílias teriam se articulado em um consórcio criminoso com hierarquia e funções definidas, estruturando uma rede de distribuição e revenda de drogas no município.
Entre os alvos, a investigação inclui dois suspeitos associados ao chamado “Novo Cangaço”, expressão usada para descrever ataques violentos e organizados contra instituições financeiras.
De acordo com o material divulgado, os dois já haviam sido presos juntos no Rio de Janeiro, quando transportavam 27 bananas de dinamite, um rolo de fio e R$ 15 mil em espécie, em um veículo com placa de Minas Gerais.
Segundo o MPMG, a denominação “Purgato” foi escolhida por remeter à noção de “purificação”, em referência à intenção de recuperar a ordem pública em comunidades afetadas pela criminalidade.
Rodrigo Menezes Cerqueira Santos, promotor de Justiça, afirmou que a iniciativa marca uma mudança na forma de enfrentamento ao crime organizado em Ipanema, com integração entre forças de segurança, ações de inteligência e presença ostensiva em áreas consideradas estratégicas.