Zema diz que suposto pagamento a Alcolumbre seria “preço do silêncio” contra CPMI do Banco Master

Em vídeo, ele citou acusação publicada pela revista Veja e ainda não comprovada; presidente do Senado negou e disse que vai acionar a Justiça.

12/06/2026 às 16:16 por Redação Plox

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) classificou como “preço do silêncio” o suposto pagamento de US$ 30 milhões de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A acusação foi divulgada pela revista Veja, mas ainda não foi comprovada.

Zema chama de “preço do silêncio” suposto repasse de Vorcaro a Alcolumbre

Zema chama de “preço do silêncio” suposto repasse de Vorcaro a Alcolumbre

Foto: Foto: IMPRENSA

Em vídeo publicado nesta sexta-feira (12), Zema relacionou o valor, estimado em cerca de R$ 155 milhões, à falta de instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar o Banco Master.

Esse foi o preço pra parar tudo do Master no Senado escreveu o ex-governador ao divulgar a gravação.

CPMI do Banco Master reúne 280 assinaturas

O requerimento para a criação da CPMI foi protocolado no Congresso em fevereiro, com o apoio de 42 senadores e 238 deputados federais. Apesar das 280 assinaturas, o colegiado ainda não foi instalado.

Na avaliação apresentada por Zema, a acusação contra Alcolumbre explicaria a demora no avanço do pedido. O pré-candidato defendeu a continuidade das apurações e afirmou que todos os eventuais envolvidos devem ser responsabilizados, caso as suspeitas sejam confirmadas.

Acusação consta de proposta rejeitada pela PF

Segundo a Veja, o suposto repasse teria sido mencionado em uma proposta de colaboração premiada apresentada pela defesa de Vorcaro. O dinheiro teria sido movimentado por meio de uma conta no exterior em troca de apoio a interesses ligados ao Banco Master.

A proposta foi rejeitada pela Polícia Federal, que não teria identificado provas inéditas suficientes para justificar os benefícios de uma colaboração. O material ainda estaria sob análise da Procuradoria-Geral da República. Até o momento, não há confirmação pública do pagamento nem acordo de delação homologado pela Justiça.

Alcolumbre nega recebimento de valores

Em nota, Alcolumbre classificou as alegações como “absolutamente falsas” e afirmou que jamais recebeu valores de Vorcaro, no Brasil ou no exterior. O presidente do Senado também anunciou que pretende adotar medidas judiciais nas esferas cível e criminal contra os responsáveis pelas acusações.

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