Ex-padre é condenado a 24 anos anos de prisão de por estupr0 de criança de três anos
Justiça também determinou pagamento de R$ 30 mil por danos morais, em decisão de primeira
Uma menina de 11 anos morreu afogada após ficar presa ao ralo da piscina da casa da avó, em Campinas, no interior de São Paulo. Anna Clara estava no local com familiares quando foi sugada pelo sistema de sucção da piscina, que passava por manutenção no momento do acidente.
De acordo com relatos da família, o equipamento havia acabado de ser consertado e permaneceu ligado enquanto as crianças ainda estavam na água, em uma situação que expôs de forma trágica os riscos do uso de bombas hidráulicas durante a presença de banhistas.
Criança morre afogada em uma piscina de Campinas.
Foto: Reprodução/Câmeras de segurança
Imagens de câmeras de segurança mostram que tudo aconteceu em poucos segundos. Assim que entrou na piscina, a menina foi puxada pela força da bomba de sucção e ficou presa ao ralo. Apesar de haver pessoas nas proximidades, a gravidade do que ocorria não foi percebida imediatamente.
A vítima permaneceu submersa por cerca de 15 minutos até ser retirada da água. Em estado crítico, foi levada ao hospital, onde sofreu quatro paradas cardíacas e não resistiu às complicações.
Em entrevista, familiares relataram que adultos se afastaram da beira da piscina por um curto intervalo de tempo, momento em que o acidente aconteceu. A mãe de Anna Clara, Michele Soares, descreveu a perda como uma dor extrema e falou sobre a sensação de desespero pela espera de um desfecho diferente.
Minha mãe estava fazendo almoço e meu padrasto estava arrumando a bomba junto com outro rapaz. As duas meninas ficaram na piscina. A mãe da menina estava lá, mas saiu. Foi nesse momento que tudo aconteceu. Eu achava a todo momento que minha filha ia voltar, é como se tivessem me enterrado viva
Michele Soares, mãe da vítima, ao ‘SBT Brasil’
Especialistas em segurança aquática reforçam que nenhuma manutenção deve ser feita com pessoas dentro da piscina e que a supervisão de um adulto responsável precisa ser constante, sobretudo quando há crianças na água.
Segundo orientação técnica, piscinas em manutenção devem permanecer vazias, e o equipamento de sucção não pode ser acionado com banhistas no local, por causa do risco de aprisionamento em ralos e dutos.
A morte de Anna Clara se soma a uma estatística preocupante no país. Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático apontam que a maioria dos afogamentos envolvendo crianças de até 9 anos ocorre em ambientes considerados controlados, como piscinas residenciais.
O caso em Campinas é investigado para apurar responsabilidades e eventuais falhas de segurança. O procedimento tramita sob segredo de Justiça, a fim de preservar detalhes do processo e a intimidade dos envolvidos.