Ex-padre é condenado a 24 anos anos de prisão de por estupr0 de criança de três anos
Justiça também determinou pagamento de R$ 30 mil por danos morais, em decisão de primeira
O pastor Silas Malafaia afirmou, em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (12), que está impedido de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, a decisão judicial o proíbe de manter qualquer tipo de contato com o líder conservador.
Pastor Silas Malafaia ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro
Foto: Agência Brasil
Malafaia explicou que as restrições impostas fazem parte de medidas cautelares no âmbito de um inquérito em que ele é investigado. O pastor é presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec) e tem sido uma das vozes mais próximas ao ex-chefe do Executivo em pautas políticas e religiosas.
Na postagem, o religioso direcionou sua mensagem a pessoas que, segundo ele, o criticam por não ter ido ver Bolsonaro na prisão, a quem chamou de “fofoqueiros gospel de plantão”. Malafaia relatou que, além da proibição de falar com o ex-presidente, também está impedido de manter contato com outras figuras ligadas ao campo conservador.
Ele mencionou que teve o passaporte apreendido e relatou a apreensão de cadernos de conteúdo teológico no contexto do mesmo inquérito. Para o pastor, as medidas fazem parte de uma atuação de caráter político por parte do ministro do STF.
AOS FOFOQUEIROS GOSPEL DE PLANTÃO! Não posso visitar Bolsonaro porque estou com cautelares absurdas do ditador Alexandre de Moraes, que me colocou em um inquérito de pura perseguição política junto de Bolsonaro. Apreendeu meu passaporte e cadernos teológicos e me proibiu falar com Bolsonaro, Eduardo e Paulo Figueiredo. Antes de falar asneira, procure conhecer a verdade!
Silas Malafaia
Jair Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão. Ele foi condenado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, além de deterioração de patrimônio tombado.
O ex-presidente nega ter cometido qualquer crime e afirma ser alvo de perseguição política. A defesa de Bolsonaro sustenta que as acusações têm caráter político e que as decisões judiciais tomadas contra ele seriam abusivas.