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A Comissão de Orçamento e Finanças Públicas da Câmara Municipal de Timóteo, composta pelos vereadores Dr. Lair Bueno, Leninha Dimas e Thiago Torres, retomou na tarde desta terça-feira (13/01) o processo de julgamento das contas dos exercícios financeiros de 2019 e 2020, referentes à gestão do ex-prefeito Douglas Willkys de Oliveira.

Foto: Divulgação
A reabertura da análise ocorre após decisão da presidência da Casa Legislativa, tomada em outubro, durante a votação das contas em Plenário. A medida atendeu a um pedido de nulidade do processo administrativo apresentado pela defesa do ex-prefeito, que apontou ausência de garantias ao contraditório e à ampla defesa na tramitação anterior na Comissão.
Na reunião desta terça-feira, a Comissão deliberou pela notificação de Douglas Willkys para que ele possa, se desejar, apresentar manifestação oral já na próxima reunião, marcada para o dia 19/01 (segunda-feira). O ex-prefeito também deverá indicar sobre quais pontos pretende produzir provas periciais e solicitar a oitiva de eventuais testemunhas.
Os vereadores decidiram ainda que o ex-prefeito seja notificado a apresentar, até a próxima reunião, o relatório de perícia que pretende utilizar, de forma que o documento possa embasar sua defesa. Na mesma ocasião, ficou definida a relatoria dos processos: o vereador Thiago Torres será o relator das contas de 2019, enquanto a vereadora Leninha Dimas assumirá a relatoria das contas de 2020.
Em outubro, as contas de 2019 foram levadas ao Plenário para votação após terem sido rejeitadas pela Comissão de Orçamento e Finanças Públicas. O relatório da Comissão divergiu do entendimento do Tribunal de Contas do Estado (TCE/MG), que havia recomendado a aprovação com ressalva, por entender que as irregularidades identificadas não causaram impacto material significativo. O Ministério Público de Contas também se manifestou pela aprovação.
A defesa de Douglas Willkys, porém, alegou nulidade do processo por vício formal, sustentando que o ex-prefeito não foi intimado a produzir provas antes da emissão do relatório final da Comissão. Diante desse argumento, o presidente da Câmara, Adriano Alvarenga, acolheu o pedido e determinou o reinício dos trabalhos.
Segundo a decisão, a medida buscou resguardar a segurança jurídica e evitar que uma eventual deliberação do Legislativo pudesse ser anulada posteriormente na esfera judicial.
Com o retorno dos autos à Comissão, os vereadores vão refazer a instrução do processo, assegurando oportunidade de manifestação e produção de provas pela defesa. Concluída essa etapa, o novo relatório será encaminhado ao Plenário, onde as contas do ex-prefeito serão novamente submetidas à votação de todos os vereadores.