STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
O médico Brasil Caiado, cardiologista do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou nesta sexta-feira (13) que o quadro de pneumonia apresentado pelo paciente é "acentuado" e "grave". Bolsonaro foi internado pela manhã em uma unidade de terapia intensiva (UTI) em Brasília, após diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa, conforme boletim médico do Hospital DF Star.
O quadro é grave porque o quadro começou nesta madrugada. A pneumonia em pacientes acima de 70 anos sempre é grave e evolui para a septsemia, por isso a emergência médica. Brasil Caiado
O cardiologista explicou que foi realizado um exame específico em Jair Bolsonaro, que identificou uma infecção considerada acentuada. Segundo ele, o ex-presidente apresentou um "quadro agudo" durante a madrugada.
Brasil Caiado ressaltou ainda que Bolsonaro "estava bem" na noite anterior e que "a reação foi muito rápida dessa infecção", o que reforçou a necessidade de atendimento emergencial.
Preso desde janeiro na Papudinha para cumprir pena de 27 anos e 3 meses no âmbito da trama golpista, o ex-presidente apresentou um quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios antes de ser transferido ao hospital.
Após a internação, a defesa de Jair Bolsonaro voltou a pedir a concessão de prisão domiciliar, alegando "sintoma grave" no estado de saúde do ex-presidente.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
De acordo com Brasil Caiado, ainda não é possível estimar uma data para alta hospitalar. O médico destacou que a permanência de Bolsonaro na UTI e o tempo total de internação dependem da resposta do organismo ao antibiótico.
Ele explicou que, em casos de pneumonia grave bilateral tratados com antibiótico em terapia venosa, o tempo de uso da medicação costuma ser superior a uma semana, podendo chegar a oito, dez ou doze dias, sem possibilidade de previsão exata de evolução ou complicações.
Jair Bolsonaro, que acumula um histórico de diversas cirurgias e procedimentos clínicos desde o episódio da facada durante a campanha eleitoral de 2018, completará 71 anos na próxima semana.