STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (13) em queda, recuando 0,22% por volta das 9h05, negociado a R$ 5,2303. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia os negócios às 10h.
Dólar, moeda norte-americana
Foto: Free Pik
O petróleo segue negociado próximo ao nível de US$ 100 por barril, mesmo após os Estados Unidos autorizarem temporariamente a compra de petróleo da Rússia. A possibilidade de prolongamento do conflito envolvendo o Irã eleva as preocupações com a inflação e mantém pressão sobre as bolsas de valores ao redor do mundo.
Na véspera, a cotação do petróleo saltou cerca de 9% e atingiu o maior valor em quase quatro anos. Nesta sexta-feira (13), por volta das 9h (horário de Brasília), o barril do Brent recuava 1,41%, a US$ 99,09.
Os preços seguem elevados e voltaram a se aproximar da marca de US$ 100 por barril em meio às tensões no Oriente Médio e ao temor de interrupções no fornecimento global de energia. No mesmo horário, o Brent, referência internacional, era negociado a US$ 99,09, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, estava cotado a US$ 93,72.
Desde o início do conflito na região, o petróleo acumula alta de cerca de 40%. No começo de 2026, o barril era negociado próximo de US$ 60 — um patamar que ficou para trás, com os preços retornando a níveis não vistos desde meados de 2022.
Na tentativa de aliviar a pressão no mercado de energia, o Tesouro dos EUA concedeu uma licença temporária de 30 dias, válida até 11 de abril, permitindo que países comprem carregamentos de petróleo e derivados russos que já estavam embarcados até quinta-feira (12).
Mesmo com esse alívio pontual, investidores seguem atentos à evolução da guerra e ao risco de interrupções no fluxo de petróleo no Oriente Médio. A escalada das tensões, incluindo ameaças de fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo, tem aumentado a volatilidade das cotações.
No Brasil, a disparada do petróleo no mercado internacional levou o governo federal a anunciar um pacote de medidas para tentar conter a alta dos combustíveis e reduzir a volatilidade dos preços.
Entre as ações, está a decisão de zerar os tributos federais PIS e Cofins sobre o diesel, além da concessão de subsídios a produtores e importadores do combustível. O objetivo é mitigar o impacto da valorização internacional sobre o mercado interno.
Segundo estimativas do próprio governo, essas medidas podem reduzir em cerca de R$ 0,64 por litro o preço do diesel. Para compensar a perda de arrecadação, foi anunciada a criação de um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo bruto e diesel, com a intenção de capturar parte dos ganhos extras obtidos com a alta das cotações.
O pacote também prevê multas para empresas que não repassarem os benefícios ao consumidor final nos postos.
A principal preocupação é o efeito do diesel sobre a inflação, já que o combustível é amplamente utilizado no transporte de cargas no país, influenciando diretamente o custo de alimentos e outros produtos.
Em meio a esse cenário, a Petrobras informou na noite de quinta-feira que seu conselho de administração aprovou a adesão da companhia ao pacote de medidas do governo. A empresa avaliou que, por se tratar de um programa opcional com possíveis benefícios adicionais, a participação é compatível com seus interesses.
Nos Estados Unidos, a agenda econômica desta sexta-feira inclui a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) de janeiro, uma das principais referências usadas pelo Federal Reserve para monitorar a inflação no país.
Também está prevista a publicação do relatório Jolts, que mede a abertura de vagas de emprego, com expectativa de cerca de 6,7 milhões de postos disponíveis. Além disso, sai a leitura anualizada do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre do ano passado.
No câmbio, o dólar apresenta o seguinte desempenho acumulado:
Acumulado da semana: -0,03%
Acumulado do mês: +2,11%
Acumulado do ano: -4,49%
Na bolsa, o Ibovespa registra:
Acumulado da semana: -0,04%
Acumulado do mês: -5,03%
Acumulado do ano: +11,27%