STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
A expressão de que o caso poderia virar a “maior pizza da história” voltou a circular nas redes e em bastidores políticos em meio às discussões sobre a possível soltura de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master e alvo da Operação Compliance Zero. O debate ganhou fôlego após decisão do TRF-1 que, no fim de 2025, concedeu habeas corpus e substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, abrindo caminho para que a defesa tentasse liberar o investigado ainda no mesmo dia.
Em 19 de novembro de 2025, a CNN Brasil informou que a defesa de Daniel Vorcaro preparava um pedido de habeas corpus e pretendia solicitar medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, para evitar sua transferência a um presídio após a prisão em Guarulhos, no contexto da Operação Compliance Zero.
Já em 29 de novembro de 2025, o site do LIDE, em conteúdo atribuído à Estadão Conteúdo/Broadcast, noticiou que, após a concessão de habeas corpus pelo TRF-1, a defesa esperava que Vorcaro fosse liberado por volta das 14h daquele sábado, com previsão de uso de tornozeleira eletrônica e outras restrições.
O portal jurídico Migalhas detalhou que a decisão do TRF-1 trocou a prisão por um pacote de medidas cautelares, entre elas comparecimento periódico em juízo, proibição de contato com outros investigados e testemunhas, restrição de deslocamento, suspensão de funções de gestão e administrativas, monitoração eletrônica e retenção do passaporte.
Nesse cenário, a associação entre a eventual retomada da liberdade de Vorcaro e a ideia de “maior pizza da história” passou a ser explorada em comentários públicos e nas redes, vinculando o caso a uma possível percepção de impunidade.
Daniel Vorcaro é escoltado pela polícia rumo ao presídio de segurança máxima em Brasília
Foto: Senappen/PPF
Circulou a informação de que a frase sobre a “maior pizza da história” teria sido usada por um jornalista identificado como Eduardo Costa ao comentar a possível soltura de Vorcaro. No entanto, a checagem feita com base em fontes abertas não encontrou, até o momento, registro inequívoco da origem dessa declaração, nem data, veículo ou contexto exato em que teria sido proferida.
Segundo a apuração descrita no texto original, a atribuição direta da frase a qualquer jornalista ou veículo permanece em aberto e ainda depende de confirmação documental — como gravações de programa, postagens, colunas, vídeos ou transcrições oficiais.
De acordo com o relato publicado por Migalhas, a decisão do TRF-1 baseou-se na avaliação de que as alternativas previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal (CPP) seriam suficientes para resguardar o andamento da investigação. Entre as condições impostas, constava a advertência de que eventual descumprimento das cautelares poderia levar ao restabelecimento da prisão preventiva.
O texto do LIDE, com conteúdo de Estadão Conteúdo/Broadcast, registrou que a desembargadora responsável pela decisão considerou que os crimes atribuídos ao investigado não envolveriam violência ou grave ameaça. Esse ponto foi usado para justificar a substituição da prisão por medidas alternativas, dentro do rol previsto em lei.
Na prática, a substituição da prisão preventiva por cautelares mantém o investigado fora do cárcere, mas sob um conjunto de restrições relevantes, como monitoramento eletrônico, limites a deslocamentos e proibição de contato com outros envolvidos. Essas condições podem influenciar tanto a dinâmica da apuração quanto a estratégia de acusação e defesa.
No campo político e da opinião pública, a metáfora da “pizza” volta a ganhar força sempre que há percepção de que casos de alta complexidade, especialmente ligados ao sistema financeiro e à atuação de órgãos como Banco Central, Polícia Federal e tribunais superiores, possam terminar sem responsabilizações proporcionais. Nesses contextos, expressões como “maior pizza da história” tendem a alimentar pressões por CPI ou CPMI, cobranças por endurecimento das investigações e disputa narrativa entre diferentes grupos políticos.
Em estados como MG, SP, RJ e PR, onde já foram citadas diligências e desdobramentos da Operação Compliance Zero, o caso tem reflexos adicionais no noticiário econômico e institucional, envolvendo temas como governança bancária, fiscalização e o impacto de decisões judiciais sobre o sistema financeiro.
Um ponto central pendente é a confirmação rigorosa da autoria e do contexto da frase sobre a “maior pizza da história”, associada à possível soltura de Daniel Vorcaro e ao nome de Eduardo Costa. A orientação é que só haja atribuição nominal depois de identificados, de forma inequívoca, o programa, o veículo, a data e a íntegra da declaração.
Além disso, permanece em aberto a evolução processual: novos recursos, eventuais mudanças nas cautelares, pedidos do Ministério Público ou da Procuradoria-Geral, bem como qualquer movimentação em instâncias superiores, incluindo o STF.
Por fim, a continuidade da Operação Compliance Zero e possíveis impactos regulatórios ou administrativos relacionados ao Banco Master — como eventuais medidas do Banco Central e desdobramentos judiciais correlatos — seguem no radar de autoridades, mercado e opinião pública, alimentando o debate sobre se o caso será lembrado como um marco de rigor ou, como sugerem alguns discursos, como a “maior pizza da história”.