Petrobras eleva preço do diesel em R$ 0,38 e litro passa a R$ 3,65 nas distribuidoras

Reajuste vale a partir deste sábado (14) e não atinge gasolina e etanol; alta ocorre após quase um ano sem mudanças e em meio à disparada do petróleo com a guerra no Oriente Médio. Governo tenta reduzir repasse com desoneração e subvenção.

13/03/2026 às 12:37 por Redação Plox

A Petrobras vai aumentar o preço do diesel vendido às distribuidoras a partir deste sábado (14), enquanto os demais combustíveis seguem sem reajuste. Com a mudança, o preço médio do diesel A será de R$ 3,65 por litro, uma alta de R$ 0,38 por litro. No mesmo movimento, o governo federal anunciou um pacote para tentar conter o repasse ao consumidor, com desoneração de tributos e subvenção econômica ao produto.


Fachada da Petrobras

Fachada da Petrobras

Foto: Reprodução


Reajuste após disparada do petróleo

O reajuste ocorre depois de um período sem mudanças no preço do diesel desde maio de 2025. A elevação é atribuída à pressão do mercado internacional, em meio à guerra no Oriente Médio, que levou o barril de petróleo de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100, encarecendo a matéria-prima usada na produção de combustíveis.

No mercado, já havia semanas de debate sobre possível “defasagem” entre os preços internos e as referências internacionais. Relatos apontavam tensão entre governo, Petrobras, distribuidoras e importadores em torno de repasses e margens, em um cenário de custos crescentes e disputa sobre quem absorveria as variações.

Diesel mais caro e compensações do governo

Com o reajuste anunciado, o diesel A vendido às distribuidoras passa a R$ 3,65 por litro, aumento de R$ 0,38. Segundo o texto de referência, a Petrobras sustenta que, mesmo com essa alta, há redução acumulada desde dezembro de 2022 quando se considera a inflação do período.

A estatal também argumenta que o impacto ao consumidor final deve ser menor por causa das medidas anunciadas pelo governo federal na quinta-feira (12). Entre elas, estão a desoneração de tributos federais e um programa de subvenção econômica ao diesel, desenhados para atenuar a alta nas bombas.

De acordo com as informações fornecidas, o pacote do governo inclui:

  • um decreto que zera as alíquotas de PIS/Cofins sobre o óleo diesel, com potencial de reduzir R$ 0,32 por litro;
  • uma medida provisória que prevê pagamento de subvenção a produtores e importadores de diesel, também de R$ 0,32 por litro;
  • uma medida provisória que institui a tributação da exportação de petróleo, com o objetivo de ampliar o refino interno e garantir o abastecimento;
  • um decreto que obriga os postos de combustíveis a adotarem sinalização clara ao consumidor, informando a redução dos tributos federais e o desconto decorrente da subvenção.

Na avaliação de um economista especializado em inflação e commodities citado no material de referência, o aumento de preço do diesel anunciado pela Petrobras tende a consumir boa parte do alívio gerado pelas medidas do governo.

Pressão sobre inflação e fretes

O diesel é insumo central do transporte rodoviário e, por isso, qualquer alta relevante tende a se espalhar por fretes, alimentos, logística e serviços. Mesmo com desoneração e subvenção, o efeito final nas bombas depende de variáveis como margens de distribuidoras e revendedores, competição local, custo do biodiesel e dinâmica de cada região.

Estados com grande consumo e cadeias logísticas intensas, como MG, SP, RJ e PR, tendem a sentir com rapidez oscilações no diesel, especialmente em rotas de transporte de cargas e abastecimento de grandes centros urbanos.

Formação do preço nas bombas

A Petrobras ressalta que o valor do diesel pago pelo consumidor nos postos é formado por diversos componentes, e não apenas pelo preço da estatal. Entre eles estão:

  • custos e margens de lucro de distribuidoras e revendedores;
  • custo do etanol anidro, misturado à gasolina A para formar a gasolina C, no caso desse combustível;
  • tributos federais, como Cide, PIS/Pasep e Cofins;
  • ICMS, cobrado pelos estados, com alíquota variável conforme a unidade da federação.

Nesse contexto, mesmo um aumento definido na refinaria pode ter efeito diferente de região para região, a depender de impostos locais, estrutura de distribuição e concorrência entre postos.

Apuração em andamento e próximos passos

Até o momento da redação, o conteúdo disponível indica que a Petrobras vai elevar o preço do diesel A para R$ 3,65 por litro, com alta de R$ 0,38, a partir de 14 de março de 2026, e que o governo lançou um pacote de desoneração e subvenção para reduzir o impacto ao consumidor. Esses pontos concentram o eixo da mudança no mercado de combustíveis.

Segundo o material de apuração, ainda é necessário:

  • confirmar na Agência Petrobras o comunicado oficial específico sobre o reajuste de 14/03/2026, com a nota completa e data de publicação;
  • consultar os textos integrais dos atos do governo (desoneração, subvenção, tributação de exportação e regras de sinalização nos postos) no Diário Oficial ou canais oficiais;
  • acompanhar semanalmente o comportamento dos preços nos postos, com base em levantamentos da ANP e informações de distribuidoras, importadores e revendedores.

O desfecho prático para o consumidor dependerá do equilíbrio entre o reajuste da Petrobras, as medidas de alívio tributário e a forma como esses movimentos serão repassados ao longo da cadeia de combustíveis.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a