Policial civil é condenado a mais de 11 anos de prisão por liderar milícia armada na Zona da Mata
Agente foi sentenciado a 11 anos e três meses de prisão por milícia privada armada e corrupção passiva, após denúncia do MPMG
13/03/2026 às 10:40por Redação Plox
13/03/2026 às 10:40
— por Redação Plox
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A Justiça de Minas Gerais condenou um policial civil que atuava em Ubá por comandar uma milícia privada armada na região da Zona da Mata. A decisão atende a uma denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e também determinou a perda do cargo público ocupado pelo investigador.
Em uma delas, é acusado da prática de 272 crimes de corrupção; na outra, responde por obstrução de investigação envolvendo organização criminosa.
Foto: Divulgação
Na sentença do processo nº 0019449-41.2023.8.13.0699, o agente, identificado apenas pelas iniciais G.C.R.O., foi condenado a 11 anos e três meses de prisão pelos crimes de milícia privada armada e corrupção passiva.
Condenação, prisões e processos em andamento
De acordo com o MPMG, o policial está preso desde 28 de novembro de 2024 e responde a outras duas ações penais na Comarca de Ubá. Em uma delas, é acusado da prática de 272 crimes de corrupção; na outra, responde por obstrução de investigação envolvendo organização criminosa.
Em uma delas, é acusado da prática de 272 crimes de corrupção; na outra, responde por obstrução de investigação envolvendo organização criminosa.
Foto: Divulgação
Atuação da milícia e uso da estrutura policial
As investigações apontaram que o policial teria estruturado um grupo armado que atuava fora da legalidade, oferecendo serviços de segurança privada. Segundo a apuração, ele usava a própria função na Polícia Civil para conseguir clientes para a empresa de segurança, que operava com intimidações e cobrança de vantagens indevidas.
Entre os serviços prestados estariam escoltas armadas e intervenções em ocorrências policiais, com o uso de viatura, armamentos e sistemas restritos da Polícia Civil. Ainda conforme as investigações, o grupo também realizava ameaças a pessoas consideradas desafetas dos contratantes.
Em uma delas, é acusado da prática de 272 crimes de corrupção; na outra, responde por obstrução de investigação envolvendo organização criminosa.
Foto: Divulgação
Bens apreendidos e cooperação institucional
Na decisão, a Justiça reconheceu que o policial era proprietário ou possuidor de veículos de luxo e de uma aeronave apreendidos durante a primeira fase da operação. Os bens foram declarados perdidos, com preservação de eventuais direitos de terceiros de boa-fé.
Segundo o Ministério Público, a Corregedoria da Polícia Civil colaborou diretamente nas investigações, e a instituição destacou a intenção de fortalecer a atuação conjunta com a Delegacia Regional de Polícia Civil para ampliar o combate ao crime organizado na região.