STF começa a julgar nesta sexta prisão do dono do Banco Master

Segunda Turma analisa, em sessão virtual, a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prisão do empresário Daniel Vorcaro no contexto da Operação Compliance Zero

13/03/2026 às 08:25 por Redação Plox

O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar nesta sexta-feira (13), em sessão virtual da Segunda Turma, a decisão que determinou a prisão do empresário Daniel Vorcaro, apontado como controlador do Banco Master. O julgamento sobre a prisão do dono do Banco Master coloca o caso no centro das atenções do tribunal e ocorre em meio a mudanças na condução do processo e a discussões internas sobre a participação de ministros no colegiado.

Ministros vão decidir se mantêm ou revogam decisão individual do relator André Mendonça (foto)

Ministros vão decidir se mantêm ou revogam decisão individual do relator André Mendonça (foto)

Foto: Luiz Silveira/STF


Segunda Turma analisa prisão de Daniel Vorcaro

A Segunda Turma pautou para esta sexta (13) o julgamento que vai decidir se mantém ou não a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prisão de Daniel Vorcaro no âmbito das investigações ligadas ao Banco Master. A análise ocorre em sessão virtual, formato em que os ministros registram seus votos no sistema ao longo do prazo definido.

O tema chega ao colegiado depois de a investigação ganhar novas fases na Polícia Federal (PF) e em meio a ajustes de relatoria, além de questionamentos sobre possíveis impedimentos ou suspeições de ministros, fatores que podem alterar a composição do julgamento.

Mudanças na relatoria e suspeição de Toffoli

De acordo com informações da Agência Brasil, o julgamento da decisão de André Mendonça foi marcado pela Segunda Turma para esta sexta-feira (13). A mesma reportagem relata que Dias Toffoli deixou a relatoria do caso após a PF informar ao presidente do STF sobre menções ao ministro em mensagens encontradas no celular de Vorcaro, apreendido em fase anterior da operação.

Em outra frente, ainda segundo a Agência Brasil, Mendonça se reuniu com integrantes da PF e recebeu relatório sobre o andamento das investigações relacionadas ao Banco Master, indicando que o inquérito permanece em curso e com produção de novos elementos.

Já o site A Crítica noticiou nesta semana que Toffoli se declarou suspeito para participar do julgamento, alegando “motivo de foro íntimo”. Caso essa condição seja confirmada no andamento processual, o número de ministros aptos a votar no caso será reduzido, o que pode influenciar o desfecho sobre a prisão do empresário.

Efeitos da decisão para mercado, política e investigação

Para o mercado e para os clientes afetados pelo caso, a decisão da Segunda Turma sobre a prisão tende a sinalizar o grau de gravidade que o STF atribui, neste momento, aos riscos apontados pela investigação, como possível reiteração delitiva, tentativa de obstrução e outros fundamentos típicos de prisão preventiva. A decisão não encerra o processo nem substitui o julgamento do mérito das acusações, mas funciona como um indicador relevante do entendimento atual da Corte.

No plano político-institucional, o caso combina investigação criminal, repercussões econômicas e debates sobre suspeição e impedimento de ministros do STF, o que costuma aumentar a pressão por transparência e pela observância rigorosa dos ritos processuais.

Para a investigação, a manutenção ou a revogação da prisão poderá alterar a dinâmica de coleta de provas, inclusive quanto a eventuais medidas cautelares alternativas, restrições de contato ou de deslocamento, a depender do que for definido no voto vencedor.

Próximos passos no STF e na Operação Compliance Zero

Os próximos desdobramentos passam, primeiro, pelo acompanhamento da formação dos votos na sessão virtual da Segunda Turma e pelo resultado final: manutenção, revogação ou substituição da prisão por outras medidas cautelares.

Também será importante observar como ficará a composição do julgamento diante da suspeição atribuída a Toffoli e se esse movimento será formalizado nos registros do processo.

No âmbito da investigação, a recomendação é monitorar os avanços da Operação Compliance Zero e a adoção de eventuais novas medidas judiciais, como buscas, quebras de sigilo, bloqueios ou oferecimento de denúncias, já que PF e STF tratam o caso como apuração em andamento.

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