Malafaia diz que empresário de grupo de comunicação não achou corrupção na trajetória de Bolsonaro
Em entrevista ao podcast Iron Talks, pastor não informou quem seria o empresário nem como teria sido feito o suposto levantamento; reportagem ressalta que a fala não é conclusão oficial. No caso das joias sauditas, a PF indiciou Bolsonaro, a PGR pediu arquivamento e Moraes solicitou nova manifestação antes de decidir.
13/06/2026 às 11:36por Redação Plox
13/06/2026 às 11:36
— por Redação Plox
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O pastor Silas Malafaia afirmou que o proprietário de um grande grupo de comunicação teria feito um levantamento sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e não encontrado casos de corrupção. A declaração foi dada na quinta-feira (11), durante entrevista ao podcast Iron Talks, apresentado pelo médico Felipe Sestaro.
Felipe Sestaro e Silas Malafaia no Iron Talks
Foto: YouTube Iron Studios
Sem revelar a identidade do empresário, Malafaia disse que ouviu o relato em uma conversa particular. Conforme o pastor, o interlocutor teria reconhecido que Bolsonaro comete erros em declarações públicas, mas sustentado que a apuração feita pelo grupo de comunicação não encontrou elementos relacionados à corrupção.
Empresário citado não foi identificado
Malafaia também argumentou que adversários dirigem diferentes críticas ao ex-presidente, mas evitam classificá-lo como corrupto. Durante o diálogo, Sestaro recordou uma frase usada por Bolsonaro para desafiar os críticos a apontarem casos de corrupção ligados a ele.
A identidade do suposto dono de emissora, o período analisado e os métodos empregados nesse levantamento não foram apresentados. Por isso, a afirmação permanece como o relato de Malafaia sobre uma conversa privada e não pode ser verificada de forma independente.
Caso das joias ainda aguardava decisão
A declaração do pastor não representa uma conclusão policial ou judicial. Na atualização pública mais recente localizada sobre o inquérito das joias sauditas, o Supremo Tribunal Federal ainda analisava um pedido da Procuradoria-Geral da República para arquivar a investigação.
A Polícia Federal havia indiciado Bolsonaro por lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso. A PGR, porém, alegou ausência de legislação clara sobre a destinação de presentes recebidos por presidentes e pediu o arquivamento. Em março de 2026, o ministro Alexandre de Moraes solicitou uma nova manifestação do órgão antes de decidir o destino do inquérito. O indiciamento não equivale a condenação.