Servidor de Amélia Rodrigues começa a cumprir pena por fraude após amputar o próprio pé

Justiça concluiu que ele planejou a amputação para tentar receber cerca de R$ 1,5 milhão em seguros; condenação foi mantida pelo TJ-BA.

13/06/2026 às 16:26 por Redação Plox

Um servidor público de Amélia Rodrigues, no Recôncavo Baiano, começou a cumprir, em maio deste ano, uma pena de dois anos de prisão por estelionato. A Justiça concluiu que ele planejou a amputação do próprio pé direito e apresentou uma falsa versão de assalto para tentar receber cerca de R$ 1,5 milhão em seguros.

Homem amputou o próprio pé por seguro

Homem amputou o próprio pé por seguro

Foto: Reprodução

Quatro apólices contratadas em poucas semanas

Segundo reportagem do Metrópoles, baseada nos autos do processo, o servidor contratou quatro seguros de vida e acidentes pessoais entre junho e julho de 2019. As apólices ofereciam indenizações por invalidez permanente e, somadas, poderiam resultar no pagamento milionário.

Na madrugada de 10 de julho daquele ano, ele procurou as autoridades e relatou ter sido atacado em uma estrada vicinal do povoado de Mercês, na zona rural de São Gonçalo dos Campos. Na versão registrada, criminosos teriam roubado seus pertences e amputado o pé direito com um instrumento semelhante a um facão.

Perícias contrariaram relato de assalto

A contratação de vários seguros em um intervalo curto, seguida pelos pedidos de indenização, levantou suspeitas nas empresas. A Polícia Civil e especialistas passaram a analisar as circunstâncias do caso e identificaram inconsistências entre o relato apresentado e as características do ferimento.

Os exames periciais indicaram que a amputação não era compatível com a dinâmica de uma agressão praticada por meio de golpes violentos. Documentos das seguradoras, relatórios médicos e depoimentos também foram considerados durante a investigação e o processo judicial.

Tribunal manteve condenação

A sentença de primeira instância considerou que a fraude havia sido planejada para permitir o recebimento das indenizações. Ao julgar o recurso da defesa, o Tribunal de Justiça da Bahia manteve a condenação por fraude relacionada ao pagamento de seguro.

As fontes consultadas não informam se alguma das seguradoras chegou a efetuar pagamentos nem se outras pessoas foram responsabilizadas por eventual participação no planejamento ou na realização da amputação.

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