STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) deve julgar, nas próximas semanas, Agnaldo Nunes da Mota, 50 anos, acusado de matar a companheira, Camila Rejaine de Araújo Cavalcante, também de 50 anos, com golpes de picareta na cabeça e no rosto. Segundo a investigação, ele ainda tentou arrastar o corpo até uma cachoeira para se desfazer da vítima.
A audiência de instrução e julgamento está marcada para 29 de janeiro, às 16h, no Tribunal do Júri de Sobradinho (DF).
Caçula de três irmãos, Camila deixou um filho de 30 anos. Ela morreu na mesma noite em que foi atacada, após dar entrada em estado gravíssimo no Hospital de Base do Distrito Federal, com o rosto desfigurado pelos golpes de picareta.
O crime ocorreu na casa onde o casal vivia, no Sítio dos Anjos, às margens da BR-050.
Criminoso tentou ocultar corpo em cachoeira e pediu auxílio a ajudante de pedreiro, que recusou e acionou a polícia
Foto: Material cedido ao portal de notícias Metrópoles
Um ajudante de pedreiro que seguiria para um trabalho com o acusado estava no local e presenciou a agressão. Ele tentou impedir o ataque, mas foi ameaçado com um facão e pressionado a ajudar a se desfazer do corpo.
Tentei impedir a agressão, mas ele me ameaçou com um facão. Depois, quis que eu o ajudasse a jogar a mulher na cachoeira
testemunha do crime
A testemunha conseguiu pedir ajuda a um motociclista que passava pela região, que acionou a Polícia Militar. Ao chegar ao local, a PM encontrou Agnaldo ainda arrastando a vítima e efetuou a prisão em flagrante.
Agnaldo já tinha histórico de violência doméstica contra Camila. Em março de 2025, ele teria atacado a companheira com um facão, atingindo o tórax dela.
Na noite anterior ao feminicídio, uma discussão motivada por um telefone celular terminou em novas ameaças de morte contra a vítima.
Ao manter a prisão preventiva, a Justiça ressaltou a gravidade do crime e a periculosidade do acusado, entendendo que nenhuma medida alternativa seria suficiente para conter o risco de novas agressões.
Camila mantinha relacionamento com Agnaldo desde 2020. Para viver com o companheiro, ela vendeu um apartamento e investiu o dinheiro na reforma da casa onde os dois passaram a morar juntos.