Operação Focinheira mira roubo de diamantes de R$ 15 milhões e prende dois PMs no Paraná
Polícia Civil do Paraná cumpre mandados em quatro cidades, prende policiais militares suspeitos e investiga origem dos diamantes, lavagem de dinheiro e participação das próprias vítimas no esquema
14/01/2026 às 11:29por Redação Plox
14/01/2026 às 11:29
— por Redação Plox
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Na manhã desta terça-feira (13/1), a Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou uma operação contra integrantes de uma organização criminosa suspeita de roubar um lote de diamantes avaliado em R$ 15 milhões. Dois policiais militares foram presos por suspeita de envolvimento no crime, ocorrido em novembro de 2024, em Londrina, no norte do estado.
Foto: Divulgação: PCPR
Em nota, a Polícia Militar do Estado do Paraná (PMPR) informou que a Corregedoria-Geral prestou apoio à PCPR na deflagração da ação policial, batizada de Focinheira. A corporação também ressaltou que os fatos serão apurados na esfera administrativa, com observância às normas internas.
Mandados, apreensões e sequestro de bens
A operação teve como objetivo cumprir cinco mandados de prisão preventiva, 15 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens e valores ligados ao grupo investigado.
As vítimas do roubo também foram alvo da ação. De acordo com a PCPR, foram identificadas inconsistências nos depoimentos, já que elas não haviam informado inicialmente que os bens levados eram diamantes. Até o momento, a origem das pedras preciosas continua desconhecida.
Os mandados de busca e apreensão e de sequestro de bens foram cumpridos em cidades do Paraná — Londrina e Ibiporã — e de São Paulo — Bauru e capital paulista. Nos endereços vistoriados, os investigadores apreenderam armas, munições e celulares.
Assalto com falso policial e grupo em aplicativo
O roubo ocorreu em 18 de novembro de 2024, em Londrina. As investigações apontam que quatro homens se passaram por policiais e abordaram um carro com três ocupantes vindos de Bauru (SP). O grupo anunciou o assalto e exigiu que as vítimas entregassem uma mochila.
Durante a ação criminosa, um dos suspeitos deixou cair um celular no local. O aparelho foi apreendido e periciado pela Polícia Civil, que encontrou mensagens com detalhes sobre o planejamento e a execução do roubo, permitindo a identificação dos envolvidos.
Ao analisar o conteúdo de um grupo criado em aplicativo de mensagens, chamado “Pit Bull Missão”, os investigadores descobriram que o alvo do crime era um lote de diamantes avaliado em R$ 15 milhões. O material reforçou a suspeita de participação de policiais militares no esquema, segundo a polícia.
Apuração interna e continuidade das investigações
A Corregedoria-Geral da PM comunicou que os fatos serão apurados internamente, em procedimento administrativo, com respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.
A PMPR reforça que não compactua com quaisquer condutas que afrontem os valores, princípios e normas que regem a Corporação, reiterando seu compromisso com a legalidade, a transparência e a responsabilidade na condução de seus procedimentosPMPR
A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para esclarecer a origem dos diamantes, apurar possíveis crimes de lavagem de dinheiro e identificar outros eventuais participantes do esquema criminoso.