STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
O Hospital Santa Casa de Belo Horizonte adquiriu um novo aparelho de alta tecnologia capaz de realizar a remoção controlada de líquidos em excesso no organismo. O sistema, chamado Aquadex, foi desenvolvido para oferecer controle rigoroso do volume de líquidos no corpo e deve ampliar o cuidado a pacientes que necessitam desse manejo de forma precisa, como em casos de comprometimento de órgãos vitais ou após cirurgias complexas.
Segundo as informações encaminhadas, a instituição seria a primeira de Minas Gerais a contar com o equipamento. Essa condição de pioneirismo, porém, ainda está em apuração, pois depende de confirmação documental e de posicionamentos oficiais da rede hospitalar e de órgãos de saúde.
Santa Casa BH.
Foto: Reprodução/ALMG.
O Aquadex funciona por meio de um processo chamado ultrafiltração, que permite a retirada do excesso de líquidos do organismo de maneira gradual e precisa. A tecnologia é voltada principalmente a pacientes com sobrecarga de fluidos que pode agravar quadros clínicos e comprometer o funcionamento de órgãos como coração, pulmões e rins.
De acordo com a descrição técnica disponível no Brasil, o sistema é indicado para terapia de ultrafiltração contínua, em ambiente ambulatorial ou hospitalar, tanto em adultos quanto em pacientes pediátricos, dentro de critérios de peso estabelecidos em ficha pública do fornecedor. O método é considerado uma alternativa em situações em que a sobrecarga de líquidos não responde adequadamente ao tratamento clínico tradicional, como o uso de diuréticos.
A proposta com a chegada do Aquadex à Santa Casa BH é ampliar a capacidade de cuidado em pacientes que exigem ajuste fino do balanço hídrico, incluindo casos de falência cardíaca ou renal e períodos de recuperação após cirurgias complexas. Nesses contextos, o nível de controle mais preciso do volume retirado é apontado como diferencial, reduzindo o risco de variações bruscas.
Esse ponto é considerado especialmente sensível em pacientes pediátricos. Crianças pequenas têm menor volume total de líquidos no organismo e podem sofrer mais com alterações rápidas, o que torna o manejo gradual ainda mais relevante.
Segundo a nefrologista pediátrica da Santa Casa BH, Maria Goretti Penido, a nova tecnologia contribui para melhorar a recuperação dos pacientes.
Esse equipamento de ultrafiltração extracorpórea é moderno e permite um controle mais rigoroso da sobrecarga de volume, especialmente em pacientes com falência renal ou cardíaca. Na prática, oferecemos melhores condições de recuperação e menor tempo de internação.
Maria Goretti Penido
Em materiais institucionais anteriores sobre nefrologia, a Santa Casa BH já vinha destacando investimentos para modernizar o atendimento renal, com ampliação e substituição de máquinas e estrutura para sessões de diálise, incluindo o atendimento pediátrico.
Paralelamente, ações do poder público estadual em Belo Horizonte têm reforçado a atualização do parque tecnológico em saúde na própria Santa Casa, ainda que em outras áreas, como diagnóstico por imagem. A chegada do Aquadex se insere nesse cenário mais amplo de renovação de equipamentos e de busca por recursos tecnológicos voltados ao cuidado de pacientes de alta complexidade.
Na prática assistencial, a ultrafiltração controlada tende a oferecer um manejo mais preciso do excesso de líquidos, o que pode ser decisivo em quadros de descompensação cardíaca ou renal e em pós-operatórios delicados, quando pequenas mudanças de volume podem interferir na estabilidade clínica.
Para crianças, o controle gradual proporcionado pelo Aquadex pode reduzir riscos associados a mudanças rápidas de volume, em um grupo em que a margem de segurança costuma ser menor. Os critérios exatos de indicação, elegibilidade e uso dependem de avaliação médica e dos protocolos internos da instituição.
Em relação à rede de saúde de Belo Horizonte e de Minas Gerais, a eventual confirmação de que a Santa Casa BH é a primeira a operar o sistema no estado pode abrir espaço para capacitação de equipes, criação de fluxos de encaminhamento e, futuramente, para a expansão da tecnologia a outros serviços de alta complexidade.