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O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (14) que ainda há R$ 10,55 bilhões em “recursos esquecidos” por clientes em instituições financeiras. O balanço considera valores contabilizados até fevereiro deste ano.
Do total, R$ 8,15 bilhões pertencem a 47 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 2,4 bilhões estão ligados a 5,06 milhões de empresas.
Até o momento, segundo o BC, R$ 14,14 bilhões já foram devolvidos em recursos que estavam esquecidos nas instituições financeiras.
Em 2024, Congresso autorizou governo a recolher recursos, mas Fazenda afirma que processo não está em andamento. Consulta só pode ser feita no site do Banco Central.
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O sistema do Banco Central permite consultar se pessoas físicas (inclusive falecidas) e empresas deixaram valores para trás em bancos, consórcios ou outras instituições.
O prazo oficial para buscar os recursos teria, em tese, terminado em 16 de outubro de 2024. No entanto, o Ministério da Fazenda informou que não há prazo para clientes resgatarem os valores nas instituições financeiras.
O único site para fazer a consulta e verificar como solicitar a devolução dos valores — para pessoas físicas, jurídicas e também no caso de falecidos — é: https://valoresareceber.bcb.gov.br.
Pelo sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para quem informar uma chave PIX para a devolução.
Quem não tiver chave cadastrada deve entrar em contato com a instituição para combinar a forma de recebimento. Outra possibilidade é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação.
No caso de valores a receber de pessoas falecidas, é necessário ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para fazer a consulta. Também é preciso preencher um termo de responsabilidade.
Após a consulta, o cliente deve entrar em contato com as instituições onde há valores a receber e verificar os procedimentos.
Desde maio do ano passado, o BC informou que passou a ser possível habilitar uma solicitação automática de resgate de valores a receber. Segundo a instituição, a adesão é facultativa, e as demais funcionalidades do sistema permanecem as mesmas.
O propósito é facilitar ainda mais a vida do cidadão, que não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente a solicitação de cada valor que existe em seu nome.Banco Central
Para habilitar a solicitação automática, é necessário acessar o SVR com uma conta gov.br de nível prata ou ouro e com verificação em duas etapas ativada.
A solicitação automática é exclusiva para pessoas físicas e está disponível apenas para quem tem chave PIX do tipo CPF. Quem ainda não possui essa chave deve cadastrá-la junto à instituição financeira.
O cidadão não receberá aviso do Banco Central quando algum valor for devolvido. O crédito será feito diretamente pela instituição financeira na conta do cidadão.
Instituições que não aderiram ao termo de devolução via PIX continuarão exigindo solicitação manual. A mesma regra vale para valores oriundos de contas conjuntas.
Atenção: o governo não entra em contato solicitando dados pessoais ou informações extras para a devolução dos recursos por mensagem ou ligação telefônica. A orientação é redobrar o cuidado para evitar golpes.
Em fevereiro, o Banco Central alterou a verificação de segurança do Sistema Valores a Receber para reduzir o risco de fraudes. O acesso continua sendo feito com a conta gov.br (nível prata ou ouro), mas o aplicativo passou a exigir duas etapas de verificação.
Quem não tem o gov.br no celular precisa baixar o aplicativo, preencher as informações e realizar a validação facial para liberar as duas etapas.
O acesso ao sistema de valores é feito com CPF e senha. Em seguida, o sistema solicita um código de acesso, que deve ser gerado no aplicativo.