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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Manhuaçu, concluiu a apuração de crimes de importunação sexual e assédio sexual ocorridos em ambiente de trabalho e cumpriu mandado de prisão preventiva contra um investigado.

Foto: Divulgação
De acordo com os autos, o homem, na condição de empregador da vítima, teria se aproveitado da relação hierárquica e da vulnerabilidade financeira de uma jovem para iniciar, ao longo do vínculo laboral — iniciado em setembro de 2025 — condutas reiteradas de cunho sexual. Relatos testemunhais apontam que ele fazia investidas frequentes, diretas e indiretas, inclusive por intermédio de terceiros, oferecendo vantagens econômicas e benefícios financeiros em troca de favorecimento íntimo.
Há indícios de que o investigado solicitava a colegas de trabalho que intermediassem propostas à vítima, sugerindo que ela poderia obter benefícios, inclusive ascensão no ambiente de trabalho, caso aceitasse manter relacionamento com ele. As condutas, conforme apurado, seriam recorrentes e teriam gerado constrangimento contínuo, levando a vítima a permanecer no emprego por necessidade financeira.
Na data dos fatos, ao solicitar um adiantamento salarial aproximado de R$ 900,00 para custear despesas acadêmicas, o investigado teria condicionado a concessão do valor à prática de ato de natureza sexual.
Diante da negativa, a vítima foi ao escritório do estabelecimento para confrontá-lo. Nesse momento, segundo a apuração, o investigado teria se levantado, se aproximado de forma invasiva, encurralado a vítima contra a parede e passado as mãos em seu corpo sem consentimento. A ação teria sido interrompida com a chegada de um terceiro, que visualizou parcialmente a situação e interveio.
O caso veio à tona em 04 de fevereiro de 2026, quando o irmão da vítima — que também teria presenciado parte dos crimes — procurou a Polícia Civil para registrar ocorrência, inicialmente relatando assédio sexual e importunação sexual. Diante da gravidade das informações, foi instaurado inquérito policial para apuração detalhada dos fatos.
Durante as investigações, uma testemunha procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e denunciou ter sido ameaçada pelo investigado para não confirmar os fatos em juízo.
Com as informações reunidas, a delegada responsável pelo caso, Dra. Adline Ribeiro de Mello Rodrigues, encaminhou os elementos ao Ministério Público. O órgão entendeu estarem presentes os requisitos para a decretação da prisão preventiva, medida posteriormente deferida pelo Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Manhuaçu.
Na manhã de sábado, 11 de abril de 2026, a Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão preventiva contra o investigado na cidade de Simonésia, distrito de Alegria. Ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.