Investigado por coação no caso do cão Orelha morre após infarto em Florianópolis

Tony Marcos de Souza, de 52 anos, era alvo de apuração sobre suposta coação de testemunha e morreu na madrugada de segunda-feira (13), segundo advogado

14/04/2026 às 11:57 por Redação Plox

Tony Marcos de Souza, de 52 anos, investigado por coação de testemunha no caso do cão Orelha, morreu na madrugada de segunda-feira (13), em Florianópolis (SC), após sofrer um infarto.


Segundo o advogado de defesa, Rodrigo Duarte da Silva, Tony estava deprimido e havia emagrecido 10 kg desde o início das investigações, em meio ao estresse.

Até a última atualização, não haviam sido divulgadas informações sobre velório e sepultamento. Tony era tio de um dos adolescentes envolvidos no caso.


Tony Marcos de Souza, de 52 anos, morreu após sofrer um infarto na madrugada de segunda-feira (13), segundo informações do advogado de defesa Rodrigo Duarte da Silva.

Tony Marcos de Souza, de 52 anos, morreu após sofrer um infarto na madrugada de segunda-feira (13), segundo informações do advogado de defesa Rodrigo Duarte da Silva.

Foto: Reprodução / Redes sociais.


Investigação sobre maus-tratos ao cão Orelha

As investigações tiveram início após uma denúncia de que um grupo de adolescentes seria responsável por maus-tratos contra o cachorro, encontrado ferido e que precisou passar por eutanásia, procedimento também conhecido como morte assistida.


Com a confirmação da autoria dos adolescentes, o relatório foi encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei, devido à idade dos envolvidos.


De acordo com a apuração, mais de 20 pessoas já foram ouvidas e celulares e outros eletrônicos dos adolescentes foram apreendidos. Os materiais ainda devem ser analisados pelos agentes.


Além do caso do cão Orelha, a polícia apura um segundo episódio envolvendo um cão caramelo. O animal teria sido levado ao mar no colo por um adolescente, mas depois conseguiu sair do local.

Famílias negam participação e relatam ameaças

As famílias de dois adolescentes citados nas investigações divulgaram declarações públicas negando o envolvimento dos filhos e afirmando que eles vêm sendo alvo de “acusações injustas nas redes sociais”.


Em uma das manifestações, os pais de um dos adolescentes afirmaram que o filho “não tem qualquer relação com o fato” e relataram que a família passou a sofrer ameaças e exposição de dados pessoais após a associação indevida do nome do jovem ao caso.


As duas famílias disseram repudiar maus-tratos a animais, afirmaram confiar no trabalho das autoridades e declararam que estão colaborando com a investigação. Elas também sustentaram que o filho não aparece em um vídeo que circula nas redes sociais e que supostamente mostra os autores da agressão.

Suspeita de coação e buscas por arma

Além das agressões ao animal, os investigadores apuram a suposta participação de um pai e de um policial civil, que teriam coagido uma testemunha.

Segundo o delegado Ulisses Gabriel, um dos mandados cumpridos está ligado a um indivíduo que teria feito ameaças durante a investigação. A ação buscava localizar uma possível arma de fogo que teria sido usada para intimidar a testemunha, mas o objeto não foi encontrado.

Até agora, dois adolescentes foram alvo de busca, e outros dois estão nos Estados Unidos para uma viagem que, segundo consta, era pré-programada [...] Há um indicativo de que quatro adolescentes teriam praticado as pressões contra o cão e teriam três adultos que estariam envolvidos na prática de uma coação no curso do processo decorrente da investigação Ulisses Gabriel

A polícia também realizou buscas em endereços ligados a dois adolescentes para apreender equipamentos de tecnologia, especialmente computadores e telefones celulares.

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