MP aponta plano de mulher para matar namorado com açaí envenenado em Ribeirão Preto

Denúncia por tentativa de homicídio qualificado foi aceita, Justiça decretou prisão preventiva e acusada não foi localizada até a publicação

14/04/2026 às 08:38 por Redação Plox

O Ministério Público concluiu, após investigações da Polícia Civil, que Larissa de Souza Batista arquitetou um plano para matar o namorado, Adenilon Ferreira Parente, com açaí envenenado em Ribeirão Preto (SP), mas não conseguiu concluir a ação por circunstâncias que fugiram ao controle dela.

A denúncia apresentada pela Promotoria foi aceita pela Justiça, que decretou a prisão preventiva da acusada na segunda-feira (13). Até a publicação desta notícia, ela não havia sido localizada pelas autoridades.

Antes, quando Larissa já tinha sido indiciada, laudos confirmaram a presença de chumbinho no copo de açaí consumido pela vítima em fevereiro deste ano. Adenilson chegou a ser hospitalizado, mas sobreviveu e, durante as investigações, ainda acreditava na inocência da namorada.


Adenilson Ferreira Parente passou mal após comer açaí envenenado e polícia indiciou Larissa de Souza por tentativa de homicídio em Ribeirão Preto (SP)

Adenilson Ferreira Parente passou mal após comer açaí envenenado e polícia indiciou Larissa de Souza por tentativa de homicídio em Ribeirão Preto (SP)

Foto: Reprodução/EPTV


Denúncia aponta tentativa de homicídio qualificado

Na denúncia, o MP acusa Larissa de tentativa de homicídio qualificado por meio cruel, uso de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Total responsabilidade da Larissa e mais uma vez, dizendo, isentando por completo a responsabilidade de qualquer funcionário da loja, foi a Larissa que premeditou, foi a Larissa que colocou o chumbinho, foi a Larissa que tentou matar o Adenilson

promotor Eliseu Berardo Gonçalves

Ao acatar o pedido, a Justiça entendeu que, além de ter ligações familiares em outro estado, a acusada responde por um crime com pena que pode chegar a 30 anos de prisão, o que aumenta as chances de fuga.

Também apontou indícios de que Larissa tentou esconder provas ao longo do processo. Segundo a Polícia Civil, ela “resetou” o celular dias depois do envenenamento, em fevereiro. Durante as investigações, Larissa negou envolvimento no envenenamento.


Segundo a Polícia Civil, o momento em que Larissa de Souza adicionou algo ao copo de açaí foi flagrado por câmeras de segurança em Ribeirão Preto, SP

Segundo a Polícia Civil, o momento em que Larissa de Souza adicionou algo ao copo de açaí foi flagrado por câmeras de segurança em Ribeirão Preto, SP

Foto: Reprodução/Câmera de segurança


Promotoria diz que houve premeditação

O promotor afirmou que ainda não está evidente o que motivou o crime, mas que, para o Ministério Público, não há dúvida de que Larissa agiu de forma premeditada.

Segundo ele, a acusada abriu a tampa do copo de açaí e colocou chumbinho, além de já ter providenciado a substância antes.

O que mostram as imagens e a investigação

O caso ocorreu em 5 de fevereiro. Larissa foi a uma loja na Avenida Barão do Bananal, na zona Leste de Ribeirão Preto, por volta das 16h, para retirar o pedido de dois copos de açaí com morango, leite condensado e amendoim.

Imagens de câmeras de segurança de vizinhos do casal registraram o momento em que Larissa e Adenilson chegaram em casa de carro. Ela carregava uma sacola com os dois copos e entregou um deles ao namorado antes de entrar na residência.

Segundo a polícia, ainda dentro do carro, Larissa teria colocado algo em um dos copos e, depois, descartado um saquinho plástico em via pública. Em depoimento, ela afirmou que adicionou leite condensado, que veio à parte.

Nas imagens, a sequência mostra que a jovem entrega o copo ao namorado e entra na casa. Ele deixa o açaí no chão e sai com o carro. Minutos depois, Larissa vai até a garagem, recolhe o copo e retorna para dentro. Adenilson volta à residência e permanece no local por cerca de 20 minutos.

Por volta das 20h, a câmera de segurança da loja onde o açaí foi comprado flagrou o casal retornando ao local para reclamar da compra. Adenilson já sentia queimação na garganta, tontura, sonolência intensa e gosto de óleo de motor de carro. Depois disso, ele foi internado, se recuperou e sobreviveu à ingestão de chumbinho.

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