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A Justiça concluiu que o parque de diversões onde a cantora gospel Carolina Beatriz, de 21 anos, morreu na noite de sábado (11), em Itabirito, funcionava de forma irregular e mantinha brinquedos em condições precárias. Com base nas primeiras apurações, as prisões do dono do estabelecimento, de 45 anos, e do operador do brinquedo, de 24, foram convertidas em preventivas.
Os dois devem responder pelos crimes de lesão corporal e homicídio doloso, quando se assume o risco de morte.
Carolina Beatriz era cantora gospel e estava preparando o lançamento do seu segundo disco autoral
Foto: Reprodução / CBMG
Carolina estava em um brinquedo conhecido como “minhocão” (brucomela), quando uma peça do equipamento teria se soltado e alguns ocupantes caíram. Além da jovem que morreu, outras duas mulheres, de 21 e 24 anos, e um homem, de 25, também ficaram feridos.
De acordo com as primeiras apurações da Polícia Civil, que embasaram a decisão da juíza Luiza Starling de Carvalho, o brinquedo descarrilou logo na primeira volta. No primeiro vagão estavam quatro pessoas adultas e, ao fazer uma curva em alta velocidade, o equipamento capotou e arremessou as vítimas ao solo.
As apurações também indicam que o brinquedo contava apenas com uma barra de contenção para as mãos, sem outros dispositivos de segurança.
O acidente aconteceu por volta das 20h. Segundo o Corpo de Bombeiros, Carolina sofreu um traumatismo cranioencefálico grave ao cair do equipamento. Vídeos mostram funcionários do parque e populares tentando socorrer as vítimas e retirar o brinquedo, o que dificultava o resgate.
Foram realizadas manobras de reanimação, mas o óbito foi confirmado ainda no local. A jovem teve uma parada cardiorrespiratória.
As outras pessoas que estavam no brinquedo tiveram ferimentos leves e foram levadas pelo Samu para a UPA de Celso Matos, em Itabirito. A perícia da Polícia Civil encerrou os trabalhos durante a madrugada de domingo (12), e o brinquedo foi interditado.
Segundo a Justiça, os equipamentos estavam em condições precárias, o que leva à conclusão de que
a atividade era exercida de forma irregular e temerária. Para a decisão, o proprietário do parque e o funcionário teriam assumido o risco de uma tragédia ao não obter autorização de funcionamento nem apresentar documentação que comprovasse a regularidade e a segurança dos brinquedos.
Também foi apontado que cabia ao funcionário limitar a quantidade de pessoas e o peso adequado para o funcionamento do equipamento.
Em nota, o Minas Center Park disse lamentar profundamente o ocorrido e manifestou solidariedade aos familiares e pessoas próximas da vítima. A empresa afirmou ainda que, desde o primeiro instante, adotou medidas necessárias, acionou os serviços de atendimento e colaborou com as autoridades. Disse também que está contribuindo com as investigações e que segue normas técnicas e de segurança, mantendo rotinas de manutenção e fiscalização dos equipamentos.
A Prefeitura de Itabirito informou que o alvará emitido pelo Município se refere à autorização administrativa para funcionamento da atividade. Já o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais disse, no final de semana, que as documentações de prevenção contra incêndios e pânico do parque estavam em dia, mas que não compete à corporação analisar as condições técnicas dos brinquedos.
Carolina Beatriz era cantora gospel e se preparava para lançar o segundo disco autoral. Nas redes sociais, em várias postagens, ela enaltecia o amor por Deus. O corpo foi sepultado neste domingo (12), no Cemitério Parque Esperança, também em Itabirito.