TSE define novo comando após Cármen Lúcia antecipar saída da presidência

Expectativa é de escolha de Kassio Nunes Marques para presidir a Corte e André Mendonça como vice, em votação considerada protocolar

14/04/2026 às 08:12 por Redação Plox

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) define nesta terça-feira (14) o novo comando da Corte, após a ministra Cármen Lúcia anunciar que vai antecipar sua saída da presidência da Justiça Eleitoral.

A expectativa é que o tribunal escolha Kassio Nunes Marques como presidente e André Mendonça como vice. A votação, de caráter simbólico, encurta o período que estava previsto para o mandato de Cármen Lúcia, que poderia permanecer no cargo até 3 de junho.

Nunes Marques, Cármen Lúcia e André Mendonça • Reprodução / STF

Nunes Marques, Cármen Lúcia e André Mendonça • Reprodução / STF


Saída antecipada mira o calendário eleitoral

Segundo a ministra, a decisão de deixar o cargo antes do prazo busca evitar uma transição em meio ao cronograma das eleições.

Sempre entendi que mudanças na presidência próximas às eleições podem afetar a estabilidade administrativa

Cármen Lúcia

A troca no comando ocorre a menos de seis meses do primeiro turno das eleições gerais de 2026, marcado para 4 de outubro. O segundo turno está previsto para 25 de outubro.

Como funciona a composição do TSE

O TSE é formado por sete ministros com mandatos temporários: três oriundos do STF, dois do STJ e dois juristas. A presidência é exercida por um dos ministros do Supremo que integram a Corte.

Nunes Marques deve conduzir o processo eleitoral de 2026

Nunes Marques deve assumir a presidência do tribunal já em maio e ficará responsável por conduzir o processo eleitoral de 2026. Na prática, a escolha da nova cúpula é tratada como protocolar: além dele na presidência, André Mendonça, também indicado por Bolsonaro ao STF, deve ocupar a vice-presidência.

Indicado ao Supremo em 2020, Nunes Marques terá papel central na coordenação das etapas do pleito, do registro de candidaturas à divulgação dos resultados. Como presidente, caberá ao ministro supervisionar a logística nacional das urnas eletrônicas, presidir julgamentos relacionados ao processo eleitoral e conduzir ações de combate à desinformação.

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