PF prende sete na 6ª fase da Compliance Zero e mira fraudes no sistema financeiro
Entre os alvos está Henrique Vorcaro; investigação cita suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
O caminho para a candidatura de Mateus Simões (PSD) ao Palácio Tiradentes ganhou impulso durante o segundo mandato de Romeu Zema (Novo), iniciado em 2023. Agora, porém, o ex-governador passou a ser apontado como o principal entrave para a costura do que poderia virar o acordo mais relevante do aliado na eleição: uma aliança com o PL, pensada para reforçar a chapa e ampliar o campo da direita em Minas Gerais.
Romeu Zema (Novo) posa ao lado de Mateus Simões (PSD)
Foto: Reprodução/YouTube
Ao longo dos últimos anos, Zema abriu caminho para que Simões se apresentasse como sucessor. O então vice passou a ter protagonismo na gestão estadual, enquanto o ex-governador circulava pelo interior e também fora de Minas em busca de viabilidade como pré-candidato ao governo federal. Pesquisas recentes, segundo a matéria, ainda não indicam que essa exposição tenha se convertido em votos para Simões.
Nesse período, Simões passou a se comportar publicamente como chefe do Executivo em diversas ocasiões: comentou ações do governo, divulgou obras em estradas e afirmou que comandava as articulações do Palácio na Assembleia. Em uma dessas declarações, disse que fecharia as portas do estado para uma deputada cujo marido, ex-prefeito do interior, o havia criticado.
Em 22 de março, Zema entregou o cargo a Simões para se dedicar à tentativa de disputar o Palácio do Planalto. Desde então, ao longo de quase dois meses, o ex-governador tem rechaçado a hipótese de abandonar a corrida presidencial ou aceitar ser vice de outro nome. Essa posição, mantida até aqui, acabou dificultando a negociação com o PL.
Dentro do partido, havia quem defendesse que Zema desistisse do projeto nacional para viabilizar a composição com Simões. Do outro lado, o atual governador sustentava que Zema deveria seguir como candidato ao Executivo federal e que, diante do que o aliado havia feito, não caberia pedir recuo. Já o PL avaliava ser inviável apoiar Zema para a Presidência porque a legenda tem o senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato ao mesmo cargo.
Com esse cenário, o PL descartou nesta semana a união com Simões. A sigla anunciou que pretende lançar candidatura própria ao governo de Minas ou se aproximar do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que ainda não decidiu se entrará ou não na disputa pelo Palácio Tiradentes.
Segundo o texto original, a aliança com o PL teria peso para Simões não apenas por recursos e tempo de televisão, mas também por ajudar a consolidar um bloco da direita no estado.
Na avaliação apresentada, Zema entende que sua sobrevivência política — e a do Novo — depende do desempenho na eleição presidencial. Por isso, deve usar a pré-campanha e o primeiro turno para ganhar visibilidade. O texto menciona que ele fez declarações defendendo o trabalho infantil, o que levou à abertura de investigação no Ministério Público do Trabalho.
A linha central de sua estratégia, ainda conforme a matéria, tem sido atacar integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e parte da classe política em Brasília, a quem chama de “Intocáveis”. Nesse pacote, também aparecem promessas de cortar meio milhão de servidores públicos e de privatizar “tudo o que for possível”. Pesquisas recentes citadas no texto apontam Zema com 4% das intenções de voto.