TRF-3 manda soltar MC Ryan SP e Poze do Rodo; investigação da PF continua

Tribunal revogou prisões na Operação Narco Fluxo e impôs medidas cautelares, citando ausência de denúncia e excesso de prazo.

14/05/2026 às 00:20 por Redação Plox

A Justiça Federal decidiu revogar as prisões dos MCs Ryan SP e Poze do Rodo, detidos durante a Operação Narco Fluxo, conduzida pela Polícia Federal. A apuração investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro com possível ligação a apostas ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas. A confirmação da soltura foi registrada nesta quarta-feira (13).

A justiça Federal

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Foto: Rede sociais

TRF-3 revoga prisões e inclui outros alvos da operação

As decisões foram proferidas no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). Além dos dois funkeiros, a medida também alcançou outros investigados, como Diogo Santos de Almeida e Henrique Viana, conhecido como “Rato da Love Funk”, conforme publicações divulgadas por veículos que acompanham o caso.

Liberdade com restrições: entenda as cautelares impostas

Mesmo com a revogação da prisão preventiva, os investigados deverão seguir uma série de medidas cautelares. Entre as condições determinadas estão manter o endereço atualizado, comparecer aos atos do processo e se apresentar mensalmente à Justiça.

Também foi estabelecida a proibição de permanecer fora da cidade onde moram por mais de cinco dias sem autorização judicial. Caso possuam o documento, os alvos da operação deverão ainda entregar o passaporte.

Tribunal aponta falta de denúncia e questiona duração das preventivas

Ao analisar o caso, o tribunal considerou que ainda não havia denúncia formal apresentada pelo Ministério Público Federal e indicou excesso de prazo na manutenção das prisões preventivas. A decisão também registrou que itens relevantes para a investigação — como celulares, computadores e documentos — já tinham sido apreendidos pela Polícia Federal.

O que apura a Operação Narco Fluxo

A Operação Narco Fluxo foi deflagrada pela Polícia Federal em abril. Segundo a Agência Brasil, a investigação mira um grupo suspeito de recorrer a pessoas com grande visibilidade pública para promover empresas de apostas e rifas ilegais, além de movimentar valores de forma a evitar a atenção das autoridades.

A PF informou que os investigados teriam usado operações financeiras de alto valor, dinheiro em espécie e criptoativos para ocultar e dissimular recursos. De acordo com informações divulgadas pela Polícia Federal e reproduzidas por veículos nacionais, a apuração inclui suspeita de movimentação superior a R$ 1,6 bilhão por meio de empresas de fachada, contas bancárias de passagem, criptomoedas e remessas ao exterior.

Investigação continua e caso segue em apuração

A libertação dos investigados não significa o encerramento do caso. O processo permanece em fase de apuração, e os envolvidos não são considerados culpados. Com as cautelares em vigor, eles seguem à disposição da Justiça enquanto a Polícia Federal finaliza diligências e o Ministério Público Federal avalia os próximos passos.

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