Zema critica áudio atribuído a Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro para filme sobre Jair Bolsonaro

Ex-governador disse que a iniciativa enfraquece o discurso anticorrupção da direita e cobrou consistência nas críticas ao PT.

14/05/2026 às 07:48 por Redação Plox

Nesta quarta-feira (13), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após vir a público um áudio no qual o parlamentar solicita dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para bancar custos do filme Dark Horse, que tem como tema o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Romeu Zema e Flávio Bolsonaro

Romeu Zema e Flávio Bolsonaro

Foto: reprodução/X


Crítica de Zema mira coerência e discurso anticorrupção

Pré-candidato à Presidência da República, Zema avaliou que a iniciativa do senador enfraquece a narrativa da direita quando aponta casos de corrupção e cobrou consistência no posicionamento político. Para ele, não faz sentido condenar práticas atribuídas a Lula e ao PT e, ao mesmo tempo, adotar comportamento semelhante.

Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil – declarou.

Romeu Zema

Áudio divulgado e tensão na produção do longa

O material foi publicado pelo site Intercept Brasil. Na gravação, Flávio Bolsonaro demonstra incômodo com atrasos de pagamentos relacionados à produção do longa-metragem e afirma que o momento seria decisivo para o andamento do projeto, mencionando parcelas pendentes e um ambiente de preocupação entre os envolvidos.

Mensagens de 2025 e contexto envolvendo Vorcaro

Além do áudio, o portal informou ter obtido mensagens que indicariam uma conversa entre o senador e Daniel Vorcaro em novembro de 2025. Segundo a publicação, uma das mensagens teria sido enviada em 16 de novembro de 2025; no dia seguinte, Vorcaro foi preso sob suspeita de operações fraudulentas relacionadas ao Banco Master. Ainda de acordo com o texto, o banco acabou liquidado em 18 de novembro daquele ano.

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