Projeto Estação capacita jovens para registrar histórias e paisagens da Estrada de Ferro Vitória a Minas

Iniciativa percorreu cidades mineiras em 2025 com oficinas on-line e presenciais e, em 2026, passará por municípios do Vale do Aço e região

15/03/2026 às 15:00 por Redação Plox

Em meio a trilhos por onde circulam trens, circulam também histórias de trabalho, afeto, resistência e reinvenção. Em cidades marcadas pelo som da locomotiva, pelo ritmo da indústria e pela vida que se organiza em torno da ferrovia, o Projeto Estação transforma fotografia e audiovisual em linguagem, encontro e pertencimento.


O Projeto Estação percorre cidades ao longo da Estrada de Ferro Vitória a Minas

O Projeto Estação percorre cidades ao longo da Estrada de Ferro Vitória a Minas

Foto: Divulgação



Voltado para jovens de 16 a 25 anos, o projeto aposta no protagonismo dessa geração. Munidos de celulares, novas ferramentas e um olhar sensível, eles aprendem a contar histórias dos lugares onde vivem e, sobretudo, das pessoas que constroem o cotidiano desses territórios.

No Estação, cada imagem é também um relato. As fotografias registram memórias, gestos, ofícios e afetos. Quem é fotografado passa a integrar a narrativa coletiva, e suas trajetórias atravessam todas as etapas da iniciativa — do levantamento cultural às oficinas, das ruas às exposições, do território físico ao ambiente digital.

Projeto se enraíza nas cidades da Estrada de Ferro Vitória a Minas


Projeto Estação

Projeto Estação

Foto: Divulgação




O Estação não chega, passa e desaparece: ele permanece. Ao desembarcar em cidades que margeiam a Estrada de Ferro Vitória a Minas, o projeto se integra ao cotidiano, constrói vínculos, dá visibilidade a histórias locais e busca se tornar parte da própria memória de cada território.

Em 2025, primeiro ano de execução, o Estação percorreu municípios mineiros ao longo da EFVM, passando por Belo Horizonte, Barão de Cocais, Rio Piracicaba, João Monlevade, Itabira, Nova Era e Antônio Dias.

A metodologia combina oficinas on-line e presenciais, encontros formativos e intensa troca de conhecimento. São 192 horas de atividades distribuídas em oito turmas, com participação de 80 jovens entre 16 e 25 anos interessados em fotografar com o celular e transformar essa prática em expressão artística, formação e novas possibilidades de atuação.

Os participantes selecionados recebem um Kit Aluno, composto por camisa, crachá, apostila, bloco e certificado, além de bolsas-incentivo que garantem acesso real e democrático. Tudo é oferecido de forma gratuita, em linha com o compromisso do projeto com diversidade, inclusão, formação profissional, economia criativa local e preservação da memória.

No Projeto Estação, a criação ultrapassa as telas das aulas virtuais. As fotografias produzidas pelos alunos ocupam o espaço urbano e redesenham a paisagem cotidiana: imagens se transformam em cartazes, adesivos e intervenções visuais que tomam as ruas e convidam a cidade a se enxergar de outra forma.

Instalações artísticas, cinema e galeria virtual ampliam o alcance

Além das atividades formativas, em 2025 o Estação realizou sete instalações artísticas, uma exposição de artes visuais, mostra de cinema e roda de conversa, além da criação de uma galeria virtual com 240 fotografias artísticas e oito curtas-metragens.

Mais de 700 pessoas passaram pelas ações presenciais, enquanto os ambientes virtuais receberam mais de 8 mil visitantes, ampliando o diálogo entre arte, memória e comunidade.

Todas as etapas do percurso seguem registradas nas redes do projeto e nos próprios territórios, por meio de ações presenciais, instalações e devolutivas culturais. O Estação passou a fazer parte desses lugares — e esses lugares passaram a fazer parte do Estação.


O Projeto Estação percorre cidades ao longo da Estrada de Ferro Vitória a Minas

O Projeto Estação percorre cidades ao longo da Estrada de Ferro Vitória a Minas

Foto: Divulgação


Segundo ano leva o Estação a novos municípios

Em 2026, o Estação entra em seu segundo ano aprofundando relações e ampliando seu alcance. Ao longo do ano, o projeto volta a percorrer cidades que margeiam a Estrada de Ferro Vitória a Minas, desta vez em Santa Bárbara, Timóteo, Coronel Fabriciano, Ipatinga, Santana do Paraíso, Belo Oriente, Naque e Periquito, somando mais oito paradas e fortalecendo o vínculo entre juventude, território e memória ferroviária.

Novas oficinas, registros, intervenções urbanas, produções audiovisuais e ações de devolutiva seguem em curso, sempre com acesso livre e amplo compartilhamento.

ao incentivar jovens a registrar seus territórios e suas pessoas, o projeto constrói um acervo afetivo contemporâneo feito por quem vive a realidade retratada; preserva histórias e fortalece vínculos comunitários; reforça a identidade e constrói pertencimento; e abre caminhos. Afinal, quando o jovem muda o enquadramento, tudo muda.

Preto Filho

Parceria para fortalecer a memória ferroviária

Com apoio da Vale, o projeto percorre a Estrada de Ferro Vitória a Minas revelando histórias, pessoas e paisagens pelo olhar da juventude. A concessionária fomenta a aplicação de recursos em iniciativas de impacto histórico e social, voltadas à valorização, documentação e revitalização do legado ferroviário nacional.

A atuação conjunta entre Vale, Horus e ANTT reforça o compromisso com a preservação da memória ferroviária, contribuindo para o desenvolvimento cultural das comunidades e para o reconhecimento da importância das ferrovias na formação do Brasil.


Serviço:
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Dúvidas e esclarecimentos:
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Whastapp: (31) 98467-8686







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