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O uso recreativo de tadalafila entre jovens ganhou espaço fora do consultório médico, impulsionado por vídeos, relatos de “melhora de performance” sexual e até indicações como espécie de “pré-treino”. A tendência, porém, acende um alerta entre autoridades sanitárias e especialistas: em indivíduos sem disfunção erétil ou outra indicação clínica, não há ganho real comprovado, enquanto os riscos à saúde são concretos.
Entre os principais problemas apontados estão efeitos cardiovasculares graves, dependência psicológica e exposição a produtos irregulares vendidos na internet, muitas vezes apresentados como “gomas” ou “suplementos” para desempenho físico ou sexual.
Uso recreativo: tadalafila não traz ganho real para jovens e oferece riscos à saúde
Foto: Reprodução Youtube Cear
Reportagens e entrevistas recentes com especialistas voltaram a colocar em evidência o uso recreativo de tadalafila por jovens, em geral sem prescrição médica e movidos pela expectativa de melhorar o desempenho sexual, prolongar o tempo de relação ou intensificar a sensação de “pump” — o inchaço muscular momentâneo buscado em treinos.
Entidades médicas reforçam que, em homens sem problema fisiológico, o medicamento não entrega os supostos “ganhos” propagados nas redes sociais, como aumento do pênis, prolongamento significativo do ato sexual ou melhora objetiva de performance.
A agência reguladora publicou um alerta sobre o uso indiscriminado de medicamentos para disfunção erétil, incluindo a tadalafila. No comunicado, destaca que o uso recreativo ou com fins estéticos pode estar associado a eventos graves, como infarto e AVC, além de hipotensão, perda de visão ou audição e desenvolvimento de dependência psicológica.
Outro ponto de preocupação é a circulação de formulações irregulares, como gomas e suplementos contendo substâncias próprias de medicamentos sob prescrição. A orientação oficial é clara: esses produtos não têm aprovação para “atividade física”, “ganho de massa muscular” ou “aumento de desempenho sexual” e não devem ser consumidos fora do contexto médico.
A Sociedade Brasileira de Urologia publicou nota de esclarecimento sobre o uso de tadalafila para finalidades não médicas. A entidade aponta que a sensação de “pump” relatada por alguns usuários tende a ser explicada por vasodilatação periférica transitória e pode representar efeito placebo, sem benefício funcional real.
Na prática, isso reforça o entendimento de que o uso recreativo não oferece ganho verdadeiro de desempenho para jovens sem disfunção erétil, ao mesmo tempo em que expõe esse público a riscos desnecessários.
Entre os impactos práticos, especialistas chamam atenção para diferentes perfis de uso. Jovens que recorrem à tadalafila “por garantia” antes do sexo podem desenvolver dependência psicológica, passando a acreditar que só terão bom desempenho se tomarem o medicamento. Esse padrão tende a alimentar ansiedade, insegurança e piora da autoconfiança na vida sexual.
Outro ponto de risco é a combinação com álcool, energéticos ou outras substâncias, que pode aumentar a chance de queda acentuada da pressão arterial e outros efeitos cardiovasculares, sobretudo quando não há avaliação clínica prévia nem acompanhamento médico.
Há ainda quem opte por comprar o produto pela internet ou em formatos alternativos, como gomas e suplementos. Nesses casos, o perigo não se restringe ao princípio ativo: há também a exposição a produtos irregulares, sem garantia de qualidade e segurança, o que amplia a possibilidade de dano.
Os próprios comunicados oficiais citam sinais de alerta para os quais é necessário buscar atendimento imediato, como quadros sugestivos de infarto ou AVC, perda súbita de visão ou audição e episódios de hipotensão associados ao uso indiscriminado dessas substâncias.
Autoridades de saúde e especialistas recomendam evitar automedicação e reforçam a importância de buscar avaliação médica diante de queixas persistentes de ereção, ansiedade de desempenho ou dúvidas sobre saúde sexual. A indicação é que qualquer uso de tadalafila seja feito sob prescrição e acompanhamento profissional.
No campo regulatório, a orientação é não consumir produtos não regularizados e utilizar os canais oficiais de notificação para comunicar eventos adversos e identificar itens irregulares no mercado. A Anvisa mantém sistemas como VigiMed e Notivisa para esse tipo de registro.
O tema continua em alta nas redes sociais, e a tendência é que novas ações de vigilância e campanhas educativas sejam adotadas à medida que aumentem os relatos de uso indevido e de circulação de produtos clandestinos. Até o momento, o alerta oficial de 05/09/2025 segue como principal referência pública sobre o assunto.