Com alta da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em MG, especialistas reforçam: vacina da gripe não causa gripe

Entenda por que a imunização contra Influenza reduz casos graves e internações, como funciona o prazo para criação de anticorpos e o que se sabe sobre a chamada “Gripe K”

15/04/2026 às 07:23 por Redação Plox

Com Minas Gerais, e, em especial, a Região Metropolitana de Belo Horizonte, sob forte pressão no sistema de saúde por causa do aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), dúvidas comuns voltam a aparecer nesta época do ano. Entre as mais frequentes estão: todo mundo vai gripar? E por que, mesmo vacinadas, as pessoas ainda ficam doentes?

Para a primeira pergunta, a resposta é sim. Mesmo com a imunização e com cuidados diários, este é o período em que aumentam os casos de gripes, resfriados e sintomas respiratórios, o que faz muita gente questionar a eficácia da vacinação — ou até acreditar, de forma equivocada, que o imunizante causa gripe.

É importante reforçar: nenhuma vacina provoca gripe. Ainda assim, há motivos claros para que algumas pessoas apresentem sintomas respiratórios mesmo após se vacinarem.


Vacina é essencial para redução de casos.

Vacina é essencial para redução de casos.

Foto: Freepik


Por que é possível adoecer mesmo vacinado

A vacina contra a gripe (Influenza) não tem como principal objetivo impedir sintomas leves, como coriza ou febre baixa. A função central é reduzir o risco de que o vírus se multiplique de forma intensa e leve a quadros graves, como pneumonia ou falência respiratória associada à SRAG. Em outras palavras: a vacina salva vidas, mesmo que não elimine totalmente a chance de sintomas.

Outro ponto essencial é o tempo de resposta do organismo. Após a aplicação, existe uma janela de imunização: o corpo leva cerca de duas semanas para produzir anticorpos em quantidade suficiente. Por isso, quem se vacina e é exposto ao vírus antes desse período — ou durante essas duas semanas — pode adoecer. É também por esse motivo que as campanhas de vacinação começam antes do inverno, buscando garantir proteção quando a circulação viral aumenta.

Além disso, a vacina da gripe protege contra a Influenza, especialmente H1N1 e H3N2 e suas variantes. Só que vários outros vírus respiratórios circulam ao mesmo tempo, como rinovírus, adenovírus e o vírus sincicial respiratório, com sintomas muito parecidos. Assim, mesmo vacinada contra a gripe, a pessoa pode pegar outras infecções respiratórias.

O texto também destaca que é possível reduzir riscos porque o SUS oferece vacinas para parte dessas doenças nos postos de saúde.

O que é SRAG e por que o aumento preocupa

A SRAG não é uma doença única, mas um conjunto de doenças respiratórias — incluindo gripe por Influenza, variantes do vírus da COVID-19 e vírus sincicial respiratório. Nos casos graves, podem surgir sinais como dificuldade para respirar, queda na concentração de oxigênio no sangue e necessidade frequente de internação hospitalar.

Gripe K: o que se sabe sobre a variante

Além das doenças respiratórias já conhecidas, o cenário descrito no texto inclui a chamada Gripe K. O nome popular se refere ao subclado K do vírus Influenza A (H3N2), uma variante identificada em meados de 2025.

Segundo o texto, a circulação dessa variante foi confirmada no Brasil pelo Ministério da Saúde. Os sintomas são descritos como semelhantes aos da gripe comum: febre alta, dores intensas no corpo e dor de cabeça, além de cansaço extremo com prostração, tosse e coriza.

O risco, no entanto, está na alta taxa de transmissibilidade e na capacidade de provocar complicações em grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e imunodeprimidos, contribuindo para o aumento das notificações de SRAG. Para esses públicos, a orientação é reforçar a proteção.

Como reduzir o risco de gripe e outras doenças respiratórias

Para evitar casos de SRAG, incluindo a Gripe K, a principal recomendação é: vacine-se. A vacinação anual é apontada como a medida mais eficaz para reduzir internações.

Outros cuidados citados no texto incluem:

  • Higienizar as mãos: lavar com água e sabão com frequência e, quando não for possível, usar álcool em gel.

  • Manter a etiqueta respiratória: cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar com o braço e antebraço, evitando as mãos.

  • Ventilar os ambientes: manter janelas abertas para circulação de ar. Locais fechados e com grande circulação de pessoas aumentam o risco de infecções. Em ambientes com ar-condicionado, a orientação é manter a manutenção higiênica do equipamento.

  • Usar máscara: recomendada para quem está com sintomas e para quem frequenta locais com aglomeração e baixa ventilação.

Onde buscar informação confiável

O texto reforça a importância de evitar mensagens alarmistas que circulam em aplicativos e de desconfiar de conteúdos sensacionalistas. A orientação é buscar informações em fontes oficiais, como:

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a