Quase metade das cidades de MG tem infestação preocupante do Aedes Aegypti, aponta LIRAa 2026

Levantamento da SES-MG indica 184 municípios em risco e 422 em alerta; apesar disso, casos prováveis de dengue caíram em relação a 2025.

15/04/2026 às 09:53 por Redação Plox

Um levantamento recente acendeu um sinal de alerta em Minas Gerais: quase metade dos municípios do estado apresenta níveis preocupantes de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

De acordo com dados do primeiro Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), 184 cidades estão em situação de risco e outras 422 aparecem em alerta. Apenas 213 municípios registraram índices considerados satisfatórios.

LIRAa mede presença de larvas em imóveis

O estudo, realizado entre janeiro e março, utiliza o Índice de Infestação Predial (IIP), que avalia a presença de larvas do mosquito em imóveis. Quando esse índice ultrapassa 3,9%, o risco de surto é considerado alto.

Casos de dengue caem, mas cenário ainda exige atenção

Mesmo com o avanço da infestação em parte do estado, Minas Gerais registra uma redução significativa nos casos de dengue em comparação com o ano passado. Até a 15ª semana epidemiológica de 2026, foram contabilizados cerca de 45 mil casos prováveis, contra mais de 94 mil no mesmo período de 2025 — uma queda de quase 80%.

Apenas 213 municípios registraram índices considerados satisfatórios.

Apenas 213 municípios registraram índices considerados satisfatórios.

Foto: Divulgação


Alta em municípios e aumento de notificações em Belo Horizonte

Apesar da diminuição geral, algumas regiões seguem na contramão. Em Belo Horizonte, por exemplo, houve aumento nas notificações, enquanto municípios do interior enfrentam crescimento expressivo. É o caso de Ituiutaba, que decretou situação de emergência após um salto de 268% nos casos de dengue.

Chikungunya e zika também entram no radar

Além da dengue, Minas também soma milhares de registros de chikungunya e dezenas de casos de zika neste ano, mantendo o alerta das autoridades de saúde.

Prevenção dentro de casa segue como principal medida

Especialistas reforçam que a principal forma de combate continua sendo a prevenção dentro das próprias residências. Recipientes com água parada, caixas d’água destampadas, pneus e vasos de plantas seguem entre os principais focos do mosquito.

A orientação é clara: eliminar criadouros é a medida mais eficaz para conter a proliferação do mosquito e evitar novos casos da doença.

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