PF deflagra Operação Bórgias 2 contra fraude em benefícios do INSS no Maranhão
Ação cumpre 17 mandados de busca e apreensão e 9 prisões temporárias em Teresina, Codó e Bacabal; Justiça determinou sequestro de mais de R$ 5,3 milhões
15/04/2026 às 11:23por Redação Plox
15/04/2026 às 11:23
— por Redação Plox
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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15/4), a Operação Bórgias 2 para desarticular um grupo criminoso suspeito de fraudar benefícios previdenciários no Maranhão.
Entre as práticas identificadas estão saques realizados após a morte de beneficiários, o chamado “saque pós-óbito”
Foto: Reprodução / PF
Mandados são cumpridos em três cidades
A ação, realizada em parceria com a Coordenação de Inteligência Previdenciária (COINP), cumpre 17 mandados de busca e apreensão e 9 de prisão temporária nas cidades de Teresina (PI), Codó (MA) e Bacabal (MA).
Como o grupo atuava, segundo a investigação
De acordo com a apuração, os suspeitos atuavam diretamente nos sistemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), inserindo documentos falsos e alterando dados cadastrais para liberar benefícios de forma irregular.
Entre as práticas identificadas estão saques realizados após a morte de beneficiários, no chamado “saque pós-óbito”, além da criação de benefícios vinculados a pessoas fictícias.
Os investigadores também detectaram mudanças indevidas nos locais de pagamento, o que facilitava a retirada dos valores pelos envolvidos.
Fraudes teriam continuado após a primeira fase
As apurações indicam que parte dos investigados já havia sido alvo da primeira fase da operação, o que apontaria a continuidade das fraudes mesmo após ações anteriores da Polícia Federal.
Ao todo, foram identificados 17 benefícios diretamente ligados ao grupo.
Justiça determina sequestro de bens e suspensão de benefícios
Diante dos indícios reunidos, a Justiça Federal determinou o sequestro de bens e valores dos investigados em mais de R$ 5,3 milhões, além da suspensão dos benefícios relacionados ao esquema.
Os suspeitos poderão responder por organização criminosa, estelionato majorado, falsidade ideológica, uso de documento falso, apropriação de bens de idosos e lavagem de dinheiro.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e dimensionar o total do prejuízo causado aos cofres públicos.